A semana de 10 a 14 de agosto de 2026 foi marcada por uma nova leva de balanços e decisões relevantes na B3, com destaque para Banco do Brasil (BBAS3), Petrobras (PETR4), Vibra (VBBR3) e CSN (CSNA3). O Banco do Brasil reportou lucro de R$ 3,9 bi no 2T26 e aprovou juros sobre capital próprio (JCP, uma forma de remuneração aos acionistas semelhante a dividendos, mas com tratamento fiscal diferente) de R$ 0,10 por ação no trimestre, enquanto a holding Itaúsa (ITSA4) divulgou lucro de R$ 9,6 bi no 1S26, lucro de R$ 5,2 bi no 2T26 e aprovou JCP de R$ 0,254 por ação para 2026. Na Petrobras, além da divulgação de R$ 161 bi em tributos pagos no 1S26, a companhia anunciou uma nova descoberta de hidrocarbonetos no Amapá e o recebimento de R$ 536,7 mi em subvenções.

No segmento de energia e infraestrutura, a semana trouxe uma sequência de anúncios. A Taesa (TAEE11) concluiu a aquisição de ativos de transmissão por R$ 1,6 bi, aprovou proventos de R$ 0,20 por ação e reportou lucro de R$ 567,1 mi no 2T26, além de registrar licença de instalação (LI) para o projeto Juruá, com receita anual permitida (RAP, indicador de receita regulada para ativos de transmissão) de R$ 20,5 mi. A Equatorial Energia (EQTL3) registrou lucro de R$ 653 mi no 2T26, enquanto CPFL Energia (CPFE3) e Cemig (CMIG4) reportaram lucros de R$ 1,4 bi e R$ 945 mi, respectivamente, no trimestre. No gás, a Compass (PASS3) apresentou lucro de R$ 287 mi no 2T26 e aprovou um programa de recompra de até 3,2 mi de ações, ao passo que Axia Energia (AXIA3) registrou subscrição de R$ 1,5 bi em debêntures, teve elevação de rating pela Fitch e anunciou resgate de ações preferenciais não conversíveis (PNC).

Entre as empresas de commodities e industriais, a Cosan (CSAN3) divulgou prejuízo de R$ 320 mi no 2T26, comunicou a cisão da Radar II, o fim de seus ADS (American Depositary Shares, recibos de ações negociados em bolsa dos EUA) na NYSE e informou uma carta de intenções para venda de ativo. A Braskem (BRKM5) registrou lucro de R$ 3,3 bi e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, indicador operacional) de R$ 5,3 bi no 2T26, enquanto a CSN (CSNA3) reportou prejuízo de R$ 773 mi no 2T26, concluiu a troca de US$ 1 bi em Notes 2028 e divulgou esclarecimentos e recebimento de propostas relacionados à venda da CSN Cimentos. No agronegócio e energia renovável, Suzano (SUZB3) apresentou lucro de R$ 1,8 bi e EBITDA de R$ 4,7 bi no 2T26, SLC Agrícola (SLCE3) reportou lucro de R$ 245 mi no 2T26 e Raízen (RAIZ4) mostrou prejuízo de R$ 1,6 bi no 1T do ano-safra 2026/27.

O setor financeiro e de serviços de mercado de capitais também esteve ativo, com a B3 (B3SA3) registrando lucro de R$ 1,7 bi e lucro recorrente de R$ 1,4 bi no 2T26, além de informar alta de 7% no volume à vista em julho e a saída da vice-presidente Ana Buchaim. BTG Pactual (BPAC11) divulgou lucro ajustado de R$ 5,1 bi no 2T26, enquanto Caixa Seguridade (CXSE3), Banrisul (BRSR3) e Banco Pine (PINE4) reportaram lucros de R$ 1,14 bi, R$ 325,4 mi e R$ 165,7 mi no trimestre, respectivamente. Entre as mudanças de capital e governança, Americanas (AMER3) concluiu o primeiro fechamento da venda de lojas HNT, informou aumento de capital de R$ 0,2, além de prejuízo de R$ 603 mi no 1S26; a família Radomysler passou a deter 33% da Allied (ALLD3), tornando a companhia uma full corp (empresa com capital pulverizado sem acionista controlador definido); e a B3 registrou novos movimentos acionários, com BTG Pactual atingindo 10% da Méliuz (CASH3) e JP Morgan e Invesco chegando a 5% em Méliuz e Cyrela (CYRE3/CYRE4), respectivamente.

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