Na segunda-feira, 10 de agosto de 2026, a Embraer (EMBJ3) divulgou que obteve lucro líquido ajustado de R$ 1.113,6 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), ante R$ 890,3 milhões no 2T25. A receita líquida somou R$ 11.335,5 milhões no período, crescimento de 10% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, enquanto o EBIT ajustado (lucro antes de juros e impostos) alcançou R$ 1.514,5 milhões, com margem de 13,4%.
O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 1.811,4 milhões no 2T26, com margem de 16,0%, acima dos 13,5% do 2T25. O lucro líquido atribuível aos acionistas da Embraer totalizou R$ 1.084,2 milhões, com lucro básico por ação de R$ 1,5161, frente a R$ 448,9 milhões e R$ 0,6120 por ação no mesmo período de 2025.
O fluxo de caixa livre ajustado sem a Eve foi de R$ 2.031,2 milhões no 2T26, revertendo o uso de R$ 989,1 milhões observado no 2T25. A posição de caixa líquido da Embraer, sem a Eve, melhorou para R$ 1.111,5 milhões negativos no trimestre, ante R$ 3.759,0 milhões negativos no 2T25, apoiada por geração de caixa e redução da dívida bruta para R$ 11.140,2 milhões.
No operacional, a companhia entregou 65 aeronaves no 2T26, sendo 20 jatos comerciais e 45 jatos executivos, alta de 7% frente às 61 entregues no 2T25. A carteira de pedidos firmes atingiu US$ 34,5 bilhões, aumento de 16% em relação ao ano anterior, com avanço em todas as unidades de negócios.
Para 2026, a Embraer manteve a projeção de entregas entre 80 e 85 aeronaves na Aviação Comercial e entre 160 e 170 aeronaves na Aviação Executiva, e receita consolidada entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões. A companhia elevou a projeção de margem EBIT ajustada para um intervalo de 10,0% a 10,6% (antes 8,7% a 9,3%) e de fluxo de caixa livre ajustado sem Eve para US$ 400 milhões ou mais (antes US$ 200 milhões ou mais), refletindo crédito tributário extraordinário e menor impacto de tarifas de importação dos EUA.






