Na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a Equatorial Energia (EQTL3) divulgou que registrou lucro líquido consolidado de R$ 653 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), enquanto o lucro líquido ajustado foi de R$ 110 milhões. No mesmo período, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 2,925 bilhões, crescimento de 0,8% em relação ao 2T25, em linha com a expansão do segmento de distribuição.

A receita operacional líquida consolidada somou R$ 13,739 bilhões no 2T26, aumento de 10,2% frente aos R$ 12,466 bilhões do 2T25. A margem EBITDA ajustada sobre a receita operacional líququida recuou de 23,3% para 21,3%, enquanto o lucro líquido ajustado caiu 83,5%, de R$ 668 milhões para R$ 110 milhões. Desconsiderando o resultado de transmissão em 2T25, o lucro líquido – mesmos ativos passou de R$ 553 milhões para R$ 110 milhões, queda de 80,1%.

A margem bruta ajustada consolidada atingiu R$ 4,419 bilhões no 2T26, alta de 7,7% em relação ao 2T25, impulsionada principalmente pela distribuição, com aumento de R$ 393 milhões na margem do segmento. Esse desempenho refletiu variação positiva da tarifa fio-B de R$ 224 milhões, crescimento de mercado de R$ 124 milhões e melhora do delta de perdas de R$ 115 milhões. A equivalência patrimonial da SABESP somou R$ 230 milhões no trimestre, R$ 82 milhões abaixo do 2T25.

No lado de custos, o PMSO ajustado consolidado cresceu 7,0%, de R$ 1,147 bilhão para R$ 1,227 bilhão, enquanto a linha de provisões avançou 303%, influenciada pela menor base de reversões em Goiás no 2T25 e pela evolução da PECLD e contingências, incluindo R$ 70 milhões ligados à FUNAC. O resultado financeiro ajustado ficou negativo em R$ 1,749 bilhão, piora de 31,4% frente ao 2T25, impactado pelo aumento de 26,1% do saldo da dívida e pela alta do IPCA (0,93% no 2T25 para 1,42% no 2T26). Entre os efeitos não recorrentes, houve ganho de R$ 355 milhões com o Acordo Gaúcho, com desconto de 75% em juros e multas de ICMS, e reconhecimento de R$ 78,5 milhões de reversão de juros e multa de ICMS na CEEE-D.

A dívida bruta consolidada atingiu R$ 63,7 bilhões no 2T26, alta de 12% em relação ao 1T26, puxada principalmente pelo financiamento de R$ 5,1 bilhões para aquisição de 30% da Copasa por R$ 5,6 bilhões. A dívida líquida apurada para fins de covenants somou R$ 51,8 bilhões, com relação dívida líquida/EBITDA de 3,1x; excluindo o ganho de capital da venda da transmissão, essa relação seria de 3,6x. A empresa informou ainda que captou R$ 7,6 bilhões no 2T26, sendo R$ 5,1 bilhões destinados à Copasa e R$ 2,5 bilhões às distribuidoras Equatorial GO, CEA e CEEE-D, com custo médio ponderado de CDI + 0,80% ao ano, e que a disponibilidade de caixa e aplicações de R$ 10 bilhões corresponde a 2,5 vezes a dívida de curto prazo.

No trimestre, os investimentos consolidados do grupo totalizaram cerca de R$ 2,6 bilhões, queda de 3,8% em relação aos R$ 2,704 bilhões do 2T25, com recuo de 5% nos aportes em distribuição, em especial em ativos elétricos, parcialmente compensado por aumento de 341% em renováveis, para R$ 48 milhões. A companhia destacou ainda a conquista do Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol para seu inventário de emissões e o primeiro lugar no prêmio Melhores ESG da revista Exame, além da aquisição da participação de 30% na Copasa e da continuidade dos investimentos em programas como o Luz para Todos e iniciativas sociais via Instituto Equatorial.

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