Na divulgação de resultados do segundo trimestre de 2026, a Celesc (CLSC4) reportou lucro líquido consolidado de R$ 296,1 milhões, avanço de 99,4% em relação ao 2T25. No mesmo período, a companhia registrou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 546,4 milhões, alta de 23,3%, e receita operacional líquida de R$ 2,999 bilhões, crescimento de 3,5% no comparativo anual.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, o lucro líquido alcançou R$ 546,8 milhões, 36,3% acima dos R$ 401,2 milhões de 2025. A receita operacional líquida somou R$ 6,498 bilhões no semestre, aumento de 10,6%, enquanto o EBITDA consolidado foi de R$ 1,080 bilhão, alta de 8,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando ajustes não recorrentes ligados ao Programa de Desligamento Incentivado (PDI), o EBITDA ajustado chegou a R$ 1,164 bilhão e o lucro líquido ajustado a R$ 601,7 milhões no semestre.

A Celesc Distribuição, principal subsidiária do grupo, respondeu pela maior parte dos resultados. No 2T26, a distribuidora teve receita operacional líquida de R$ 2,938 bilhões, 3,1% superior à de 2025, e EBITDA de R$ 505,7 milhões, alta de 25,1%. O lucro líquido da distribuidora atingiu R$ 270,2 milhões no trimestre, crescimento de 120,8%, e R$ 487,3 milhões no acumulado de 2026, avanço de 44%. O desempenho foi influenciado por maior geração de Parcela B, redução de perdas, aumento de outras receitas e reajuste tarifário médio de 13,53% no ciclo 2025/2026.

Na Celesc Geração, a receita operacional líquida somou R$ 64,1 milhões no 2T26, aumento de 21,4% sobre o 2T25, e o EBITDA foi de R$ 37,1 milhões, alta de 11,4%. O lucro líquido da geradora chegou a R$ 25,3 milhões no trimestre e a R$ 55,3 milhões no semestre, crescimentos de 15,1% e 12,4%, respectivamente. Entre os fatores que impactaram o resultado estão o aumento do fornecimento de energia, receitas com aluguel de usinas fotovoltaicas, maior receita financeira ligada à bonificação de outorga e indenização da usina Pery e elevação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).

Em 30 de junho de 2026, a dívida financeira líquida consolidada da Celesc era de R$ 5,177 bilhões, alta de 12,3% frente a dezembro de 2025, com dívida total de R$ 5,686 bilhões. A relação dívida líquida sobre EBITDA dos últimos 12 meses ficou em 2,7 vezes, estável em patamar próximo ao fim de 2025. No trimestre, os investimentos consolidados em geração e distribuição de energia somaram R$ 306,4 milhões, queda de 16,3% ante o 2T25, enquanto no semestre os aportes atingiram R$ 742,2 milhões, aumento de 12% sobre igual período do ano anterior.

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