A Sanepar (SAPR4) registrou prejuízo líquido de R$ 505,156 mi no segundo trimestre de 2026 (2T26), ante lucro de R$ 263,848 mi no 2T25. No período, a receita líquida somou R$ 1,901,160 bi, crescimento de 11,5% frente ao mesmo trimestre de 2025, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 540 mi, alta de 0,8%.
O resultado líquido do trimestre foi impactado principalmente pelo aumento das provisões judiciais e regulatórias, que passaram de R$ 160,939 mi para R$ 269,909 mi, e pelo crescimento das despesas e receitas financeiras, de R$ 180,684 mi para R$ 649,360 mi. A margem EBITDA trimestral ficou em 28,4%, queda de 3,0 pontos percentuais em relação ao 2T25, e a margem líquida foi negativa em 26,6%.
No acumulado até junho de 2026, a Sanepar apurou prejuízo líquido de R$ 152,476 mi, ante lucro de R$ 1,471,841 bi em junho de 2025. A receita líquida no período totalizou R$ 3,847,514 bi, alta de 9,6% na comparação anual, e o EBITDA alcançou R$ 1,384 bi, redução de 16,2% em relação a junho de 2025.
Desconsiderando os efeitos do precatório (pro forma), a companhia informou que teria obtido lucro de R$ 447 mi no 2T26 e EBITDA de R$ 800 mi, com margens líquida e EBITDA de 23,5% e 42,1%, respectivamente. No acumulado até junho de 2026, o lucro pro forma seria de R$ 950 mi e o EBITDA de R$ 1,643 bi, com margens de 24,7% e 42,7%.
Em termos de estrutura de capital em junho de 2026, a dívida líquida somou R$ 2,589,312 bi, queda de 56,9% em relação a 2025, e a alavancagem, medida por dívida líquida sobre EBITDA, foi de 1,0 vez, ante 1,7 vez em junho de 2025. O custo da dívida ficou em 12,0% ao ano, 0,6 ponto percentual acima do nível de junho de 2025.






