Na terça-feira, 11 de agosto de 2026, a CM Hospitalar S.A., dona da marca Viveo (VVEO3), divulgou os resultados consolidados do segundo trimestre de 2026 (2T26) e do primeiro semestre de 2026 (1S26). No 2T26, a companhia registrou receita líquida de R$ 2.910,2 milhões, EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 216,7 milhões e prejuízo líquido ajustado de R$ 21,3 milhões.
Em relação ao 2T25, a receita líquida cresceu 3,4%, o lucro bruto avançou 14,5%, para R$ 483,9 milhões, e a margem bruta subiu de 15,0% para 16,6%. A margem EBITDA ajustada passou de 6,3% para 7,4%, enquanto o prejuízo líquido ajustado foi reduzido em 52,0%, de R$ 44,3 milhões para R$ 21,3 milhões, com margem líquida ajustada negativa em 0,7%.
No acumulado do 1S26, a receita líquida somou R$ 5.742,1 milhões, alta de 2,5% sobre o 1S25. O EBITDA ajustado atingiu R$ 424,8 milhões, crescimento de 25,9% na comparação anual, com margem EBITDA ajustada de 7,4%, ante 6,0% no mesmo período de 2025. O prejuízo líquido ajustado no semestre foi de R$ 56,6 milhões, redução de 13,2% frente ao 1S25, com margem líquida ajustada negativa de 1,0%.
O fluxo de caixa livre no 2T26 foi de R$ 124,8 milhões, ante R$ 176,8 milhões no 2T25, e totalizou R$ 170,3 milhões no 1S26, aumento de 36,6% em relação aos R$ 124,6 milhões do 1S25. O ciclo de caixa encerrou o 2T26 em 53 dias, redução de 4 dias frente ao 2T25; desconsiderando antecipações de recebíveis, o ciclo seria de 60 dias, contra 64 dias um ano antes.
Em 30 de junho de 2026, a dívida bruta da Viveo era de R$ 3.369,2 milhões e a dívida líquida de R$ 2.918,2 milhões, o que corresponde a 3,73 vezes o EBITDA ajustado considerando tributos parcelados como dívida líquida. A companhia concluiu em junho a renegociação de debêntures, alongando o cronograma de amortização e revisando os covenants, e aprovou aumento de capital de até R$ 869,8 milhões, com subscrição mínima de R$ 427,0 milhões comprometida por veículos de investimento geridos pela DNA Capital, com o objetivo de reduzir o endividamento líquido e reforçar a estrutura de capital.







