Na segunda-feira, 10 de agosto de 2026, a Terra Santa Propriedades Agrícolas (LAND3) divulgou que registrou prejuízo líquido de R$ 12,6 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), ante lucro líquido de R$ 5,0 milhões no 2T25. A receita operacional líquida somou R$ 23,5 milhões no trimestre, queda de 21,4% em relação aos R$ 29,9 milhões de um ano antes.

No 2T26, o lucro bruto foi de R$ 22,4 milhões, recuo de 22,1% frente aos R$ 28,8 milhões do 2T25, influenciado principalmente pela menor receita de arrendamento em função de efeito de calendário na renegociação contratual da safra 2024/25. As despesas operacionais mais que dobraram, passando de R$ 19,6 milhões para R$ 39,7 milhões, com destaque para outras receitas (despesas) operacionais, que saíram de despesa de R$ 13,9 milhões para R$ 32,1 milhões, refletindo, sobretudo, impairment de R$ 31,0 milhões, não recorrente e sem efeito caixa, sobre áreas agrícolas em disputa judicial de propriedade.

O resultado financeiro também pesou, com perda líquida de R$ 5,1 milhões no 2T26, ante resultado negativo de R$ 3,4 milhões no 2T25. As despesas financeiras aumentaram de R$ 3,1 milhões para R$ 6,6 milhões, impactadas pela atualização monetária e juros sobre maior saldo de contingências prováveis e sobre empréstimos, enquanto a linha de variação cambial e derivativos ficou negativa em R$ 1,6 milhão, contra R$ 2,0 milhões negativos um ano antes. Por outro lado, a variação de impostos diferidos (IRPJ/CSLL) contribuiu positivamente em R$ 10,5 milhões no trimestre.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi negativo em R$ 16,4 milhões no 2T26, frente a EBITDA positivo de R$ 9,9 milhões no 2T25. Já o EBITDA Ajustado, que exclui provisões não recorrentes e impairment de ativos, totalizou R$ 17,4 milhões no trimestre, ante R$ 23,9 milhões no mesmo período de 2025. No primeiro semestre de 2026 (1S26), o prejuízo líquido acumulado foi de R$ 4,3 milhões, contra lucro líquido de R$ 14,7 milhões no 1S25, com EBITDA Ajustado de R$ 34,1 milhões, ante R$ 39,3 milhões um ano antes.

Em termos de caixa e dívida, a Companhia encerrou junho de 2026 com caixa e equivalentes de R$ 94,7 milhões e endividamento bruto de R$ 84,6 milhões, resultando em posição de caixa líquido de R$ 10,1 milhões, frente a dívida líquida de R$ 57,2 milhões em dezembro de 2025. A dívida bruta avançou de R$ 68,8 milhões para R$ 84,6 milhões no semestre, refletindo captação de R$ 40,0 milhões para reforço de liquidez, parcialmente compensada por amortizações de R$ 21,3 milhões e pagamento de juros de R$ 7,5 milhões. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses, passou de 0,86 vez em dezembro de 2025 para -0,17 vez em junho de 2026.

No 2T26, a receita líquida de arrendamento somou R$ 22,3 milhões, queda de 25,4% em relação aos R$ 29,8 milhões do 2T25, efeito explicado pela apropriação proporcional da safra 2025/26 e pelo reconhecimento concentrado de receitas da safra 2024/25 no segundo trimestre de 2025. A receita de aluguel permaneceu em R$ 87 mil, e o ganho com derivativos designados em hedge accounting foi positivo em R$ 1,2 milhão no trimestre.

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