A Americanas (AMER3) registrou prejuízo líquido de R$ 603 milhões no primeiro semestre de 2026 (6M26), aumento de 1,5% em relação ao prejuízo do 6M25. No período, a Receita Bruta consolidada totalizou R$ 7,6 bilhões, avanço de 7,7% na comparação anual, apoiado no modelo multicanal com base no varejo físico e expansão do canal digital O2O (online-to-offline).
No canal físico, a Receita Bruta somou R$ 6,9 bilhões no 6M26, alta de 3,2% sobre o mesmo período de 2025, enquanto o O2O cresceu 74,6% e aumentou sua participação no mix de vendas. As vendas brutas em lojas comparáveis (Same Store Sale, "SSS") atingiram R$ 7,1 bilhões, crescimento de 9,3% ano contra ano, com destaque para Páscoa, Mundial de Futebol, linha de produtos de inverno e categorias de snacks e bebidas.
O lucro bruto das operações físico + O2O alcançou R$ 1,7 bilhão no semestre, alta de 6,8% ante o ano anterior, com margem bruta de 27,4%, 0,5 ponto percentual acima do 6M25. As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), excluindo depreciação e amortização, foram de R$ 1,6 bilhão, queda de 4,5% ano contra ano e diluição de 3,3 pontos percentuais em relação à receita líquida.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) Ajustado, que exclui despesas e eventos ligados à Recuperação Judicial e investigações, somou R$ 161 milhões no 6M26, redução de R$ 112 milhões na base anual. Já o EBITDA Ajustado ex-IFRS16 totalizou R$ 240 milhões negativos, piora de R$ 88 milhões; desconsiderando efeitos extemporâneos de 2025, o crescimento do EBITDA Ajustado ex-IFRS16 seria de R$ 251 milhões ano contra ano, segundo a companhia.
No semestre, o resultado financeiro consolidado foi negativo em R$ 332 milhões, piora de R$ 135 milhões em relação ao 6M25, impactado pelo reconhecimento de descontos financeiros em negociações para redução de passivos tributários e por despesas de R$ 184 milhões com juros e variação cambial da 22ª emissão de debêntures, cujas séries 1 e 2 são indexadas a 128% do CDI e a série 3 à variação do dólar acrescida de 8,35% ao ano. Ao fim do 2T26, a dívida bruta somava R$ 2,2 bilhões, integralmente em debêntures, com dívida líquida de R$ 1,0 bilhão frente a caixa líquido de R$ 488 milhões no fim de 2025.







