Na segunda-feira, 10 de agosto de 2026, a Caixa Seguridade (CXSE3) divulgou que registrou lucro líquido gerencial de R$ 1.140,9 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 9,5% em relação ao 2T25 e ligeira queda de 0,2% frente ao 1T26. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o lucro líquido gerencial somou R$ 2.283,8 milhões, alta de 11,4% na comparação com o mesmo período de 2025. Pela ótica contábil, em CPC 50 (IFRS 17), o lucro líquido foi de R$ 1.160,0 milhões no 2T26, avanço de 12,8% sobre o 2T25 e de 0,8% em relação ao 1T26.
As receitas operacionais atingiram R$ 1.500,0 milhões no 2T26, aumento de 8,5% ante o mesmo trimestre de 2025, e R$ 3.023,8 milhões no acumulado de 2026, crescimento de 9,4% em 12 meses. O resultado de investimentos em participações societárias respondeu por 59,0% das receitas do trimestre, totalizando R$ 884,7 milhões, 11,0% acima do 2T25, impulsionado por Caixa Residencial Seguros, Too Seguros, Caixa Capitalização e Caixa Vida e Previdência. As receitas com comissionamento representaram 41,0% das receitas operacionais e cresceram 5,2% na comparação anual, somando R$ 615,3 milhões no trimestre.
No segmento de seguros, os prêmios emitidos somaram R$ 2.490,7 milhões no 2T26, alta de 4,6% em relação ao 2T25 e de 5,1% no semestre. O ramo Habitacional movimentou R$ 1.122,5 milhões em prêmios, avanço de 14,0% no ano contra ano, enquanto o Residencial registrou R$ 279,1 milhões em prêmios, com prêmios ganhos 15,9% maiores, apoiados na estratégia de seguro residencial acoplado ao Habitacional. Em Previdência, as contribuições brutas chegaram a R$ 6,7 bilhões no 2T26, alta de 17,7% sobre o 2T25, com captação líquida positiva de R$ 1,4 bilhão, o que levou as reservas a R$ 214,4 bilhões ao fim do semestre, 16,1% acima de um ano antes.
Nos negócios de acumulação, a arrecadação de Capitalização foi de R$ 545,6 milhões no 2T26, crescimento de 24,9% em relação ao 2T25 e de 26,6% no semestre, apoiada em títulos de pagamento mensal e no lançamento do produto HiperXCAP. No Consórcio, as cartas de crédito comercializadas somaram R$ 5,8 bilhões no trimestre, alta de 8,9% frente ao 2T25, com estoque de R$ 53,6 bilhões em junho de 2026, 34,5% acima do observado um ano antes. As receitas com taxas de administração de consórcios foram de R$ 259,4 milhões no trimestre e R$ 526,5 milhões no semestre, acompanhando o crescimento do estoque.
O resultado financeiro consolidado da holding somou R$ 73,8 milhões no primeiro semestre de 2026, praticamente estável em relação a 2025, e R$ 45,1 milhões no 2T26, 57,3% acima do 1T26. Na visão agrupada das participações, o resultado financeiro do 2T26 alcançou R$ 401,8 milhões, crescimento de 19,3% frente ao 2T25 e de 10,4% ante o 1T26, passando a representar 35% do lucro líquido recorrente do trimestre. Como reflexo do desempenho, o retorno sobre patrimônio líquido recorrente (ROE) foi de 70,9% no 2T26, 1,3 ponto percentual acima do 2T25.
Em consequência dos resultados do 2T26, o Conselho de Administração aprovou em 10 de agosto de 2026 o pagamento de R$ 1,05 bilhão em dividendos, equivalentes a 92,0% do lucro líquido gerencial do trimestre apurado pelo padrão CPC 11 (IFRS 4). O pagamento dos dividendos está previsto para 17 de novembro de 2026. Ao fim de junho de 2026, a empresa mantinha capital composto por 3,0 bilhões de ações ordinárias, com 20,0% de ações em circulação, e valor de mercado de R$ 59,1 bilhões, com as ações CXSE3 cotadas a R$ 19,71 por papel na B3.







