Na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, a JHSF Participações (JHSF3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 444,4 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 80,8% em relação ao 2T25. A receita líquida consolidada somou R$ 935,3 milhões no período, crescimento de 88,5% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo reconhecimento contábil de parte da primeira tranche da venda de estoques ao Fundo de Investimento Imobiliário (FII) do projeto Boa Vista Estates e pela expansão dos negócios de renda recorrente.
O resultado bruto atingiu R$ 588,0 milhões no 2T26, aumento de 90,2% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, com margem bruta de 62,9%. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 536,8 milhões, avanço de 54,4%, enquanto o EBITDA ajustado, que exclui apreciação de propriedades para investimento, eventos não recorrentes e itens não caixa, alcançou R$ 502,6 milhões, crescimento de 103,3% e margem de 53,7% sobre a receita líquida.
No segmento de Incorporação, a receita bruta foi de R$ 558,5 milhões no 2T26, alta de 224,8% em relação ao 2T25, com receita líquida de R$ 560,8 milhões e lucro líquido de R$ 317,8 milhões, refletindo o reconhecimento da venda de estoques ao FII do Boa Vista Estates e o avanço das obras de projetos contabilizados pelo método Percentage of Completion (PoC). A receita a apropriar de vendas realizadas para clientes finais e para o FII somava R$ 1,7 bilhão em 30 de junho de 2026, chegando a R$ 3,5 bilhões quando considerada a segunda tranche prevista para conclusão em dezembro de 2026.
Os negócios de Renda Recorrente, que reúnem shoppings, hospitalidade e gastronomia, aeroporto, JHSF Residences e Clubs e JHSF Capital, apresentaram receita bruta de R$ 439,6 milhões no 2T26, aumento de 30,3% em relação ao 2T25, e EBITDA ajustado de R$ 197,3 milhões, alta de 31,0%, com margem de 49,4%. Entre os destaques, o aeroporto registrou receita bruta de R$ 107,4 milhões, crescimento de 53,6%, e EBITDA ajustado de R$ 56,2 milhões, avanço de 25,7%, enquanto JHSF Residences e Clubs quase dobrou a receita bruta, para R$ 78,8 milhões, com EBITDA ajustado de R$ 52,3 milhões, aumento de 74,7%.
Em endividamento e caixa, a companhia encerrou junho de 2026 com dívida bruta de R$ 6.272,1 milhões, alta de 16,1% frente a março de 2026, influenciada pela contratação de dívidas de curto prazo como um empréstimo-ponte que será substituído por um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) inicialmente de R$ 800 milhões, com possibilidade de aumento em até 25% e prazo de 10 anos em uma das séries. A posição de caixa, equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários foi de R$ 4.392,0 milhões, e as contas a receber totalizaram R$ 2.944,9 milhões, resultando em caixa líquido de R$ 1.186,0 milhões e indicador de caixa líquido/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses de -0,55 vez.








