Na divulgação de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), a Minerva (BEEF3) registrou lucro líquido de R$ 196,9 milhões, com receita líquida de R$ 14,1 bilhões e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,2306 bilhão, o que corresponde a margem EBITDA de 8,7%. No acumulado de 12 meses até o 2T26, a receita líquida somou R$ 57,2 bilhões, o EBITDA totalizou R$ 4,9 bilhões e o lucro líquido alcançou R$ 489,2 milhões.
Na comparação com o 2T25, a receita líquida cresceu 1,3%, enquanto o lucro líquido recuou 57,0% e o EBITDA caiu 5,5%. Frente ao 1T26, a receita líquida avançou 5,2% e o EBITDA aumentou 10,0%, com margem EBITDA subindo 0,4 ponto percentual. No primeiro semestre de 2026, o lucro líquido acumulado foi de R$ 284,2 milhões e a receita líquida atingiu R$ 27,5 bilhões, 9,5% acima do mesmo período de 2025.
A companhia informou que o resultado financeiro líquido do 2T26 foi negativo em R$ 756,8 milhões, influenciado pelo efeito não caixa da variação cambial, que havia gerado resultado positivo de R$ 128,6 milhões no 2T25 e foi negativo em R$ 35,2 milhões no 2T26. O fluxo de caixa proveniente das atividades operacionais ficou negativo em R$ 54,6 milhões no trimestre, impactado pela variação da necessidade de capital de giro, que foi negativa em R$ 1,0711 bilhão, com destaque para aumento de R$ 609,7 milhões em contas a receber, além de elevação nos estoques e ativos biológicos.
Em estrutura de capital, ao fim de junho de 2026 a Minerva possuía R$ 14,9 bilhões em caixa e equivalentes de caixa e dívida bruta total de R$ 29,3 bilhões, resultando em dívida líquida de R$ 14,3626 bilhões. A alavancagem financeira, medida por Dívida Líquida/EBITDA dos últimos 12 meses, encerrou o 2T26 em 2,9x. No período, a companhia concluiu a emissão das Notas 2036 no montante de US$ 600 milhões, com cupom de 7,50% ao ano, e recomprou e cancelou cerca de US$ 232,9 milhões em bonds no mercado internacional no 1S26, além de aproximadamente R$ 66,2 milhões em títulos de dívida no mercado local.
No 2T26, foram exercidos 4.030 bônus de subscrição, movimentando R$ 20,1 mil. A empresa destaca que ainda restam 187,0 milhões de bônus de subscrição em circulação, que representam potencial de R$ 930,3 milhões para o caixa se exercidos até o final do primeiro semestre de 2028. Em termos operacionais, a receita bruta consolidada do trimestre alcançou R$ 15,1 bilhões, com 56,6% provenientes de exportações, enquanto o fluxo de caixa livre dos últimos 12 meses somou R$ 635,9 milhões.








