Na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a Cosan (CSAN3) divulgou que encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com prejuízo de R$ 320 milhões, melhora de 66% em relação ao prejuízo de R$ 946 milhões atribuído aos controladores no 2T25. O resultado foi impactado negativamente por um impairment de R$ 233 milhões relacionado ao Terminal de Uso Privado Porto São Luís, compensado pela não contabilização do resultado da Raízen e pelo melhor resultado financeiro. Sem esse ajuste de valor justo, o prejuízo teria sido de R$ 167 milhões.
No consolidado, a receita operacional líquida da Cosan somou R$ 10,8 bilhões no 2T26, alta de 3% frente ao 2T25, enquanto o lucro líquido consolidado foi de R$ 187 milhões, ante prejuízo de R$ 568 milhões um ano antes. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado atingiu R$ 3,5 bilhões, avanço de 24% na mesma base de comparação. No acumulado de 2026, o prejuízo líquido atribuído aos controladores foi de R$ 1,9 bilhão, que seria de R$ 631 milhões se desconsiderados os efeitos não recorrentes de pré-pagamentos de dívidas e o impairment do Porto São Luís.
A dívida bruta expandida encerrou o 2T26 em R$ 16,5 bilhões, queda de R$ 5,0 bilhões em relação ao 2T25. Já a dívida líquida expandida recuou 47% em doze meses, para R$ 9,2 bilhões, e 20% frente ao 1T26, movimento sustentado por pré-pagamentos de R$ 8,8 bilhões em bonds, debêntures e notas comerciais nos seis primeiros meses de 2026 e pela entrada de recursos da oferta pública inicial (IPO) secundária da Compass, que gerou cerca de R$ 2,3 bilhões líquidos para a Cosan.
No 2T26, o índice de cobertura do serviço da dívida líquida (ICSD) ficou em 0,2x, ante 1,2x no 2T25 e 0,4x no 1T26, refletindo menor volume de dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) recebidos nos últimos 12 meses e ainda elevados níveis de despesa financeira nessa base. A companhia passou a divulgar projeção para o ICSD, estimando que o indicador convergirá para uma faixa entre 0,8x e 1,2x até dezembro de 2026, considerando dividendos e equivalentes entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,8 bilhão em 2026 e menor custo financeiro após as operações de liability management.
No portfólio, o EBITDA ajustado dos negócios no 2T26 foi de R$ 2,3 bilhões na Rumo, R$ 1,3 bilhão na Compass, R$ 475 milhões na Moove e negativo em R$ 29 milhões na Radar. A Rumo transportou 23,8 bilhões de TKU, alta de 9% na comparação anual, enquanto a Compass distribuiu 1,34 bilhão de m³ de gás natural, volume estável, com EBITDA 5% maior. A Moove aumentou receita em 24% e teve queda de 6% no EBITDA em relação ao 2T25, e a Radar registrou EBITDA negativo após reavaliação de terras, com valor estimado das propriedades em cerca de R$ 18,1 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 5,6 bilhões correspondem à participação consolidada da Cosan.







