A Braskem (BRKM5) registrou no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 3,3 bilhões, equivalente a US$ 664 milhões, e EBITDA recorrente (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 5,3 bilhões, ou US$ 1,043 bilhão, impulsionados principalmente pelo aumento dos spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional. A receita líquida consolidada atingiu R$ 21,7 bilhões, com custo dos produtos vendidos de R$ 16,4 bilhões.
Em relação ao 1T26, o EBITDA recorrente consolidado aumentou R$ 4,2 bilhões, efeito ligado ao avanço de 82% e 98% nos spreads internacionais médios de resinas e principais químicos no segmento Brasil/América do Sul, de 28% no spread médio de polipropileno (PP) nos Estados Unidos e Europa e de 73% no spread médio de polietileno (PE) no México. Também contribuíram créditos de PIS/COFINS na aquisição de matérias-primas no âmbito do REIQ Insumos, que somaram US$ 115 milhões (R$ 578 milhões) no 2T26.
No trimestre, a geração operacional de caixa foi positiva em R$ 1,928 bilhão, ante consumo no 1T26, reflexo principalmente do maior EBITDA recorrente. Esse resultado foi parcialmente compensado por variação negativa do capital de giro, associada à volatilidade de preços de matérias-primas, ao aumento de estoques e à menor disponibilidade de certos convênios de pagamentos com instituições financeiras e fornecedores. A geração recorrente de caixa foi de aproximadamente R$ 1,048 bilhão, e a geração de caixa antes da dívida, já considerados desembolsos com o evento geológico de Alagoas, somou R$ 807 milhões.
Em 30 de junho de 2026, a dívida bruta corporativa ex-Braskem Idesa e TQPM totalizava US$ 10,3 bilhões, com 92% do montante em moeda estrangeira. A dívida líquida ajustada ex-Braskem Idesa e TQPM chegou a US$ 9,5 bilhões, e a relação dívida líquida ajustada/EBITDA recorrente dos últimos 12 meses encerrou o trimestre em 6,74 vezes, ante 18,18 vezes em março de 2026 e 11,62 vezes em junho de 2025.
No campo operacional por segmento, o EBITDA recorrente foi de US$ 869 milhões (R$ 4,4 bilhões) no Brasil/América do Sul, de US$ 147 milhões (R$ 739 milhões) nos Estados Unidos e Europa e de US$ 57 milhões (R$ 289 milhões) no México, todos superiores aos registrados no 1T26 e no 2T25. A companhia informou ainda que segue em processo de discussão com credores financeiros para uma potencial reestruturação de sua estrutura de capital, apoiada por assessores externos, e que a tutela de urgência cautelar no Brasil e o Chapter 15 nos Estados Unidos, vigentes por 60 dias, envolvem apenas credores financeiros e não afetam as operações regulares com fornecedores e clientes.







