Hapvida (HAPV3) registrou prejuízo líquido de R$ 217,1 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), frente prejuízo de R$ 205,8 milhões no 2T25. No mesmo período, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 504,4 milhões, com margem de 6,3% sobre a receita, ante R$ 905,4 milhões e margem de 11,8% um ano antes. A receita líquida atingiu R$ 7,97 bilhões no 2T26, aumento de 3,9% em relação aos R$ 7,67 bilhões do 2T25.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o prejuízo líquido foi de R$ 371,4 milhões, ante R$ 151,5 milhões no mesmo período de 2025. O lucro líquido ajustado somou R$ 256,5 milhões no 1S26, queda de 66,6% frente R$ 767,4 milhões no 1S25, enquanto o Ebitda ajustado recuou de R$ 1,91 bilhão para R$ 1,31 bilhão, com margem passando de 12,6% para 8,2%.
A receita com planos de saúde totalizou R$ 7,79 bilhões no 2T26, alta de 3,6% em relação ao 2T25, e a de planos odontológicos foi de R$ 226,3 milhões, queda de 1,6% na mesma base de comparação. A receita de serviços médico-hospitalares somou R$ 242,5 milhões, crescimento de 11,7% ante o 2T25. O ticket médio de saúde avançou de R$ 289,4 por mês no 2T25 para R$ 305,9 no 2T26, alta de 5,7%.
A sinistralidade caixa atingiu 75,2% da receita operacional líquida no 2T26, acima dos 73,9% do 2T25 e dos 72,2% do 1T26, refletindo, segundo a companhia, a sazonalidade mais desfavorável do período, maior utilização observada em março de 2026 e aumento de R$ 37,4 milhões no sinistro judicial em relação ao trimestre anterior. As despesas administrativas caixa chegaram a R$ 673,5 milhões, equivalentes a 8,4% da receita, e as despesas de vendas somaram R$ 676,5 milhões, ou 8,5% da receita no trimestre.
A dívida líquida encerrou o 2T26 em R$ 5,40 bilhões, ante R$ 4,02 bilhões no 2T25 e R$ 5,16 bilhões no 1T26. O indicador dívida líquida sobre Ebitda dos últimos 12 meses (covenant contratual) passou de 0,95 vez no 2T25 e 1,38 vez no 1T26 para 1,61 vez no 2T26. O caixa e aplicações financeiras totalizaram R$ 8,05 bilhões ao fim de junho de 2026, enquanto o caixa livre foi de R$ 5,33 bilhões, queda de R$ 666,5 milhões no trimestre, influenciada principalmente pelo serviço da dívida.








