Na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, a Azul S.A. (AZUL3) divulgou que registrou prejuízo líquido de R$ 1.041,2 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), revertendo o lucro de R$ 1.293,4 milhões do 2T25. A receita líquida totalizou R$ 4.978,7 milhões, alta de 0,7% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 510,1 milhões, com margem EBITDA de 10,2%.
A companhia aérea informou que a receita operacional do 2T26 atingiu R$ 5,0 bilhões, recorde para um segundo trimestre, impulsionada por aumentos tarifários para compensar a alta dos combustíveis. O RASK, indicador de receita por assento-quilômetro oferecido, alcançou R$ 43,41 centavos, crescimento de 12,7% ano contra ano, enquanto o PRASK chegou a R$ 39,77 centavos, alta de 11,4%. As receitas de cargas e outras receitas somaram R$ 418,1 milhões, avanço de 15,1% sobre o 2T25, com crescimento de 16,1% nas receitas de logística.
Do lado dos custos, as despesas operacionais somaram R$ 5.137,7 milhões no 2T26, aumento de 12,6% frente ao 2T25. O CASK, custo por assento-quilômetro oferecido, subiu 26,0%, para R$ 44,80 centavos, influenciado principalmente pelo aumento de 61,8% no custo do combustível, que atingiu R$ 1.960,8 milhões, e pela redução de 10,6% na capacidade medida em ASK. Salários e benefícios cresceram 21,3%, para R$ 745,0 milhões, enquanto depreciação e amortização recuaram 12,3%, para R$ 669,2 milhões.
No resultado financeiro, a Azul reportou despesa financeira líquida de R$ 923,7 milhões no 2T26, e resultado financeiro líquido negativo de R$ 882,2 milhões, frente a ganho de R$ 913,5 milhões um ano antes. Variações monetárias e cambiais, líquidas, geraram ganho de R$ 27,1 milhões, refletindo valorização de 0,8% do real frente ao dólar no fim do período. A companhia ajustou seus números operacionais por itens não recorrentes que somaram R$ 359,4 milhões no trimestre, ligados principalmente ao processo de reestruturação.
Em 30 de junho de 2026, a dívida bruta da Azul era de R$ 21.415,9 milhões, queda de 37,8% em relação aos R$ 34.410,4 milhões de 30 de junho de 2025, após a conclusão da reestruturação financeira. A liquidez imediata encerrou o trimestre em R$ 3.659,2 milhões, incluindo caixa, equivalentes e contas a receber, equivalente a 16,6% da receita dos últimos doze meses. O índice de alavancagem, medido pela relação dívida líquida sobre EBITDA dos últimos 12 meses considerando liquidez disponível, ficou em 3,0 vezes, ante 5,2 vezes um ano antes.







