Na divulgação de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), a Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 100,7 milhões, 60,6% acima do 2T25. No mesmo período, a receita líquida consolidada alcançou R$ 780 milhões, crescimento de 8,2% em relação ao 2T25, e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 233,5 milhões, com margem de 29,9%, alta de 2,0 pontos percentuais frente ao ano anterior.
O desempenho operacional no 2T26 foi apoiado pela expansão de 9,4% no ticket médio da graduação presencial e de 12,8% no ticket do digital e semipresencial, na comparação com o 2T25. A base de alunos presenciais ficou praticamente estável, com queda de 0,8% no total de matrículas, enquanto a base digital e semipresencial recuou 7,3%, movimento compensado pelo maior peso de cursos de maior valor agregado.
Por segmento, a receita presencial atingiu R$ 535,9 milhões no 2T26, 8,7% acima do 2T25, sustentada principalmente pelo aumento de ticket. A receita dos cursos da área de saúde somou R$ 389 milhões, avanço de 10,6% na mesma base de comparação e passou a representar 73% da receita do presencial. Já a receita digital e semipresencial foi de R$ 267 milhões, alta de 6,1% contra o 2T25, puxada pelo aumento do ticket médio.
No acumulado do primeiro semestre de 2026 (1S26), a receita líquida da Cruzeiro do Sul Educacional totalizou R$ 1,5 bilhão, crescimento de 6,4% em relação ao 1S25. O EBITDA ajustado no semestre foi de R$ 443,9 milhões, com margem de 29,9%, 2,6 pontos percentuais abaixo do 1S25, influenciada pela maior participação da provisão para perdas com clientes (PECLD) na receita líquida e por maiores gastos com pessoal, tecnologia e consultorias.
A companhia informou ainda que o fluxo de caixa ao acionista foi de R$ 31,1 milhões no 2T26 e que a dívida financeira líquida encerrou o trimestre em R$ 523 milhões, resultando em alavancagem de 0,8 vez a relação dívida financeira líquida/EBITDA dos últimos 12 meses, excluindo efeitos do IFRS 16.







