A Kepler Weber (KEPL3) registrou lucro líquido de R$ 6,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), com margem líquida de 2,1%, redução de 2,5 pontos percentuais em relação ao 2T25. No período, a receita operacional líquida somou R$ 299,1 milhões, queda de 3,9% na comparação anual, impactada principalmente pelo menor nível de atividade e pelo mix de projetos reconhecidos, em especial no segmento de Fazendas.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a companhia apurou lucro líquido de R$ 23,4 milhões, com margem de 3,8%, retração de 2,2 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2025, enquanto a receita líquida atingiu R$ 617,1 milhões, baixa de 7,7%. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 25,9 milhões no 2T26, redução de 31,7% ante o 2T25, com margem EBITDA de 8,7%; em 6M26, o EBITDA foi de R$ 59,6 milhões, queda de 34,4%.
A companhia encerrou junho de 2026 com caixa e equivalentes de R$ 354,2 milhões e posição de caixa líquido positiva de R$ 29,3 milhões, frente a R$ 1,3 milhão em dezembro de 2025. O endividamento total somou R$ 325,0 milhões, com redução do custo médio da dívida de 16,83% no 1T26 para 15,77% no 2T26, após renovações e novas captações em condições mais competitivas.
Por segmento, a receita líquida de Fazendas recuou 13,2% no 2T26, para R$ 83,1 milhões, enquanto Agroindústrias avançou 17,9%, a R$ 126,5 milhões. Negócios Internacionais faturou R$ 16,6 milhões, queda de 46,3% na base trimestral, Portos e Terminais R$ 7,3 milhões (-50,1%) e Reposição e Serviços R$ 65,6 milhões (+5,0%). No semestre, Agroindústrias, Negócios Internacionais, Portos e Terminais e Reposição e Serviços passaram a representar 72% da receita líquida, ante 66% no primeiro semestre de 2025.
No campo da remuneração aos acionistas, a Kepler Weber informou que, até a data deste release, em quarta-feira, 12 de agosto de 2026, não houve distribuição de dividendos ou Juros sobre Capital Próprio (JCP – Juros sobre Capital Próprio), em função da antecipação de R$ 50 milhões em proventos realizada em dezembro de 2025, motivada por mudanças no regime de tributação de dividendos a partir de 2026.








