Na divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), a Eneva (ENEV3) reportou lucro líquido de R$ 31,2 milhões atribuível à companhia, ante R$ 364,5 milhões no 2T25. No mesmo período, a receita operacional líquida somou R$ 3.975,8 milhões, crescimento de 13,1% em relação ao 2T25, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado atingiu R$ 1.238,7 milhões, queda de 25,8% na comparação anual.

Segundo o release, a redução do EBITDA refletiu principalmente o encerramento dos contratos regulados do Procedimento Competitivo Simplificado de 2021 e a desconsolidação do resultado da UTE Pecém II, parcialmente compensados por maior despacho no Complexo Parnaíba, melhor resultado do Upstream e margens superiores na comercialização de energia. O EBITDA dos segmentos de Upstream e Geração a Gás no Complexo Parnaíba aumentou R$ 123,6 milhões, o da Comercialização de Energia cresceu R$ 124,6 milhões e o das usinas a óleo avançou R$ 89,8 milhões frente ao 2T25.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 636,9 milhões no 2T26, piora de R$ 385,1 milhões em relação ao 2T25, influenciada por efeitos contábeis não caixa ligados à variação cambial sobre o arrendamento do FSRU e à marcação a mercado de swaps de dívida. Tributos correntes e diferidos somaram R$ 48,0 milhões, melhora de R$ 316,8 milhões na comparação anual, principalmente pelo maior reconhecimento de créditos tributários diferidos. Com isso, o lucro líquido consolidado do período totalizou R$ 163,0 milhões, dos quais R$ 131,8 milhões atribuídos às participações minoritárias.

A geração de caixa operacional atingiu R$ 1.679,6 milhões no 2T26, alta de 32,4% em relação ao 2T25, apoiada pelo resultado operacional, variação positiva de capital de giro e efeitos contábeis relacionados à atualização de ativo mantido para venda da UTE Pecém II. Os investimentos pelo critério de competência somaram R$ 1.590,2 milhões no trimestre, concentrados em projetos do LRCAP 2026, no projeto Azulão 950, no desenvolvimento de campos de gás e no terceiro trem das plantas de liquefação de gás no Maranhão.

Em termos de estrutura de capital, a dívida líquida consolidada encerrou o 2T26 em R$ 19,8 bilhões, frente a R$ 15,3 bilhões um ano antes, com alavancagem de 3,18 vezes a relação Dívida Líquida/EBITDA dos últimos 12 meses. No trimestre, a companhia contratou financiamento de R$ 500,9 milhões junto ao Banco do Nordeste para o projeto do 3º Trem do SSLNG, a uma taxa de IPCA + 3,4907%, com carência até julho de 2031 e amortização até julho de 2041.

Entre os eventos subsequentes ao 2T26, a Eneva destacou o início dos Contratos de Reserva de Capacidade das usinas a gás no Espírito Santo a partir de julho e agosto de 2026, a entrada em operação comercial da UTE Azulão I, com 295 MW contratados por 15 anos, e a aprovação de aumento de capital de 7.341.755 ações relacionadas a earn-outs das usinas adquiridas no 4T24, além do pagamento de cerca de R$ 77,9 milhões em caixa ligado ao earn-out de Linhares.

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