Na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a Desktop (DESK3) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), com receita líquida de R$ 321,6 milhões, alta de 8% frente ao 2T25, e EBITDA Ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ajustado por itens não recorrentes) de R$ 172,4 milhões, crescimento de 12% na mesma comparação. A margem EBITDA ajustada atingiu 54%, 2 pontos percentuais acima do 2T25.
O lucro líquido ajustado somou R$ 29,2 milhões no 2T26, queda de 17% em relação ao 2T25, com margem líquida ajustada de 9%, impactada por maior despesa financeira e maior depreciação e amortização. O lucro líquido contábil foi de R$ 13,4 milhões, recuo de 23% na base anual, enquanto o lucro bruto alcançou R$ 245,0 milhões, com margem bruta de 76%.
Em geração de caixa, o Fluxo de Caixa Operacional (FCO) Ajustado foi de R$ 174 milhões no 2T26, avanço de 16% ante o mesmo período do ano anterior, e o CAPEX Ajustado totalizou R$ 77 milhões, queda de 35% e equivalente a 24% da receita líquida, contra 40% um ano antes. Com isso, o FCO + CAPEX Ajustado atingiu R$ 97 milhões no trimestre, frente a R$ 31 milhões no 2T25, um aumento de R$ 67 milhões.
A companhia encerrou o 2T26 com caixa de R$ 491,9 milhões e dívida líquida de R$ 1.520,6 milhões, o que representa 2,21 vezes o EBITDA Proforma Anualizado. Considerando o passivo de arrendamento, a dívida líquida ampla foi de R$ 1.612,5 milhões, equivalente a 2,34 vezes o EBITDA Proforma Anualizado.
No operacional, a Desktop fechou junho de 2026 com 1.200 mil casas conectadas, crescimento de 2% em relação ao final do 2T25, e 4,9 milhões de casas passadas, também 2% acima do mesmo período do ano anterior. A empresa manteve presença em 200 cidades no interior do Estado de São Paulo e operava cerca de 58 mil km de rede de fibra óptica, sendo 10 mil km de backbone e 47 mil km de rede de acesso FTTH.







