A SLC Agrícola (SLCE3) registrou lucro líquido consolidado de R$ 245,1 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 75,3% em relação aos R$ 139,8 milhões do 2T25, com margem líquida de 11,3%. A receita líquida alcançou R$ 2,2 bilhões no período, crescimento de 16,8% frente ao mesmo trimestre de 2025, impulsionada principalmente pelo maior volume faturado de algodão, soja, milho e rebanho bovino e por melhores preços de algodão, soja e gado.
No 2T26, o resultado bruto somou R$ 941,2 milhões, aumento de 43,5% em comparação ao 2T25, com expansão da margem bruta de 35,2% para 43,3%, puxada sobretudo por algodão em pluma, soja e rebanho bovino. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 580,6 milhões, avanço de 4,3% sobre o mesmo trimestre do ano anterior, com margem EBITDA ajustada de 26,7%.
No acumulado do primeiro semestre de 2026 (1S26), a companhia apurou lucro líquido de R$ 481,1 milhões, queda de 26,0% frente aos R$ 650,5 milhões do 1S25, influenciada pelo aumento das despesas operacionais e do resultado financeiro negativo, embora o resultado bruto tenha crescido 8,8%, para R$ 1,9 bilhão. A receita líquida semestral somou R$ 4,4 bilhões, alta de 6,0% na comparação anual, enquanto o EBITDA ajustado foi de R$ 1,3 bilhão, recuo de 15,0%.
A dívida líquida ajustada encerrou junho de 2026 em R$ 7,5 bilhões, ante R$ 5,2 bilhões ao fim de 2025, elevando a relação dívida líquida ajustada/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses de 1,97 vez para 3,09 vezes. A taxa média de juros da dívida caiu de 15,1% ao ano em 31 de dezembro de 2025 para 14,4% ao ano em 30 de junho de 2026, e 78% do endividamento bruto ajustado permanecem no longo prazo.
No campo operacional, a empresa concluiu a colheita de soja da safra 2025/26 com produtividade recorde de 4.146 kg por hectare, 4,7% acima da safra 2024/25, e projeta produtividade de algodão em pluma 12,2% superior à safra anterior, enquanto a expectativa para o milho segunda safra é de 6.798 kg por hectare, 12,1% abaixo do projetado. A companhia destacou ainda investimentos de R$ 259,3 milhões em CAPEX no 2T26, dos quais R$ 81,7 milhões em projetos de irrigação, e informou que as terras próprias e associadas a FIPs foram avaliadas em R$ 13,5 bilhões, resultando em Valor Líquido dos Ativos (NAV) de R$ 27,12 por ação ao fim de junho de 2026.








