A Biomm (BIOM3) registrou lucro líquido de R$ 1,8 milhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), revertendo o prejuízo de R$ 13,7 milhões do 2T25. No mesmo período, a receita operacional líquida somou R$ 89,4 milhões, crescimento de 229,0% em relação ao 2T25, com lucro bruto de R$ 35,9 milhões e margem bruta de 40,1%.
No acumulado do primeiro semestre de 2026 (1S26), a companhia apurou lucro líquido de R$ 11,5 milhões, frente a prejuízo de R$ 25,5 milhões no 1S25. A receita operacional líquida no semestre foi de R$ 181,9 milhões, alta de 172,5% sobre igual período do ano anterior, enquanto o lucro bruto atingiu R$ 69,7 milhões, avanço de 334,2%.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi positivo em R$ 11,1 milhões no 2T26, ante resultado negativo de R$ 12,0 milhões no 2T25. No 1S26, o EBITDA totalizou R$ 23,5 milhões, revertendo o indicador negativo de R$ 24,0 milhões do 1S25, e o acumulado dos dois últimos semestres auditados (2S25 e 1S26) soma R$ 50 milhões.
O resultado financeiro consolidado foi negativo em R$ 4,2 milhões no 2T26, piora em relação ao valor negativo de R$ 0,9 milhão no 2T25, e negativo em R$ 3,5 milhões no 1S26, ante R$ 0,7 milhão negativo no 1S25. Segundo a companhia, esse desempenho decorre principalmente do menor volume de recursos aplicados, já que o caixa foi consumido para formação de estoques, o que deve manter essa conta pressionada nos próximos trimestres, embora abaixo do crescimento projetado de receitas e lucros.
Em junho de 2026, a dívida bruta corporativa consolidada da Biomm era de R$ 70,8 milhões, redução de 26,7% em relação aos R$ 96,6 milhões de dezembro de 2025. A relação dívida líquida corporativa sobre EBITDA dos últimos 12 meses ficou em 1,4 vez em junho de 2026, ou 0,8 vez considerando o piso da projeção de EBITDA para 2026, reafirmada entre R$ 90 milhões e R$ 100 milhões.







