Na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a Rumo S.A. (RAIL3) divulgou que registrou lucro líquido ajustado de R$ 688 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), valor 5,8% inferior ao do 2T25. No período, a receita operacional líquida atingiu R$ 3.940 milhões, avanço de 6,2% na comparação anual, e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 2.267 milhões, praticamente estável frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
O lucro líquido contábil foi de R$ 520 milhões no 2T26, alta de 56% em relação ao 2T25, enquanto o EBITDA não ajustado totalizou R$ 2.099 milhões, crescimento de 11,5% na mesma base de comparação. A companhia informou que a comparação do EBITDA ajustado é impactada por cerca de R$ 100 milhões em efeitos não recorrentes registrados no 2T25, ligados a indenizações securitárias por lucros cessantes e à reclassificação de equivalência patrimonial.
O volume transportado consolidado chegou a 23,8 bilhões de TKU no 2T26, crescimento de 9,1% sobre o 2T25, impulsionado principalmente pela carteira de grãos nas operações Norte e Sul. A margem EBITDA ajustada ficou em 57,5% no trimestre, ante 61,4% um ano antes, enquanto a margem líquida ajustada recuou de 19,7% para 17,5% no período.
Os investimentos (capex) totalizaram R$ 1.597 milhões no trimestre, alta de 14,5% em relação ao 2T25, somando R$ 3.371 milhões no acumulado de seis meses de 2026. A maior parte dos aportes concentrou-se na Operação Norte, incluindo manutenção recorrente, capacitação de malha ferroviária, aquisição de material rodante e investimentos na Ferrovia do Mato Grosso.
A dívida abrangente líquida da Rumo encerrou o 2T26 em R$ 17,3 bilhões, ante R$ 14,2 bilhões um ano antes, resultando em alavancagem financeira de 2,1 vezes a relação Dívida Líquida/EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses, nível igual ao observado no trimestre imediatamente anterior.








