Na terça-feira, 11 de agosto de 2026, a Brisanet (BRST3) divulgou que encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com lucro líquido de R$ 26,1 milhões e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 203,4 milhões, enquanto o EBITDA Ajustado somou R$ 200,0 milhões, com margem de 42%. A receita operacional líquida atingiu R$ 475,9 milhões no 2T26, crescimento de 16% em relação ao 2T25 e de 5% frente ao 1T26.
No acumulado do primeiro semestre de 2026 (1S26), a receita líquida da Brisanet alcançou R$ 929,8 milhões e o EBITDA Ajustado totalizou R$ 391,8 milhões. A companhia informou que a geração de caixa operacional foi de R$ 507,7 milhões no 1S26, valor equivalente a 128% do EBITDA acumulado no período, influenciada, entre outros fatores, pelo recebimento de recursos do leilão reverso do GIRED, contabilizados como receitas diferidas.
Em termos operacionais, a base móvel (4G/5G) chegou a cerca de 1.070 mil clientes ao final do 2T26, com adição líquida de mais de 116 mil usuários no trimestre, presença em 335 cidades e cobertura de mais de 16,2 milhões de habitantes. Na banda larga fixa, a companhia encerrou o período com 1.579.840 clientes e registrou ARPU B2C de R$ 92,65, alta de 6,8% na comparação com o 2T25. A receita bruta consolidada foi de R$ 529,9 milhões no 2T26, sendo R$ 417,7 milhões em banda larga, R$ 58,9 milhões em móvel e R$ 47,7 milhões na linha “Outros”.
A Brisanet reportou custos dos serviços prestados de R$ 262,3 milhões no 2T26, 11% acima dos R$ 236,2 milhões do 2T25, impulsionados sobretudo pelo aumento da base de clientes e maiores gastos com energia elétrica, serviços de terceiros e sistemas. As despesas operacionais somaram R$ 136,8 milhões, alta de cerca de 15% na comparação anual, com destaque para crescimento em pessoal, serviços de terceiros e provisão para perdas de créditos esperadas (PECLD).
No endividamento, a dívida bruta totalizou R$ 2.481,2 milhões em junho de 2026, enquanto o caixa e as aplicações financeiras somaram R$ 789,8 milhões, resultando em dívida líquida de R$ 1.691,4 milhões, 2,2% acima do fim de 2025. A alavancagem medida por dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses ficou em 2,17x ao fim de junho de 2026, abaixo dos 2,24x do trimestre anterior.






