Na divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), feita nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026, a Fras-le Mobility S.A. (FRAS3) informou lucro líquido de R$ 88,0 milhões, ante R$ 48,3 milhões no 2T25. A receita líquida consolidada no 2T26 somou R$ 1.384,7 milhões, crescimento de 1,8% sobre o mesmo período do ano anterior, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 282,3 milhões, alta de 18,4% na mesma comparação.
No trimestre, o lucro bruto atingiu R$ 493,5 milhões, com margem bruta de 35,6%, frente a 32,1% no 2T25. O lucro operacional foi de R$ 217,3 milhões, equivalente a margem operacional de 15,7%, ante 12,5% um ano antes. A margem líquida passou de 3,7% no 2T25 para 6,4% no 2T26, apoiada pela expansão da rentabilidade operacional e pela redução do resultado financeiro líquido negativo, que ficou em R$ 86,1 milhões, melhora de 13,7% na comparação anual.
A receita líquida no mercado interno somou R$ 684,4 milhões no 2T26, avanço de 8,6% sobre o 2T25, enquanto o mercado externo respondeu por R$ 700,2 milhões, queda de 4,1% na mesma base. Em dólares, o mercado externo totalizou US$ 138,6 milhões, alta de 7,5% em relação ao 2T25. A companhia destacou que, em moeda constante, a receita do 2T26 teria alcançado aproximadamente R$ 1.448,8 milhões, o que representaria crescimento de 6,5% ante o 2T25, evidenciando efeito cambial desfavorável estimado em R$ 64,1 milhões.
O EBITDA ajustado, que exclui eventos não recorrentes, coincidiu com o EBITDA reportado e foi de R$ 282,3 milhões no 2T26, comparado a R$ 238,4 milhões no 2T25, com margem EBITDA ajustada de 20,4%, ante 17,5% um ano antes. No acumulado do primeiro semestre de 2026 (1S26), o EBITDA ajustado somou R$ 492,0 milhões, praticamente estável frente aos R$ 491,4 milhões do 1S25, com margem de 18,7%.
Em termos financeiros, os investimentos (capex) no 2T26 foram de R$ 22,4 milhões, redução de 54,1% em relação aos R$ 48,8 milhões do 2T25, e a dívida líquida encerrou junho de 2026 em R$ 1.277,3 milhões negativos, ante R$ 1.969,4 milhões negativos em junho de 2025. A alavancagem medida por dívida líquida sobre EBITDA ficou em 1,3 vez no fim do 2T26, frente a 2,2 vezes um ano antes.








