Na segunda-feira, 10 de agosto de 2026, a Hidrovias do Brasil (HBSA3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 100 milhões no segundo trimestre de 2026, frente a R$ 51 milhões no 2T25 e prejuízo de R$ 34 milhões no 1T26. A receita operacional líquida somou R$ 664 milhões no 2T26, queda de 4% em relação ao 2T25 e alta de 49% frente ao 1T26, enquanto o EBITDA Ajustado recorrente (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ajustado por itens não recorrentes) atingiu R$ 322 milhões, redução de 8% na comparação anual e aumento de 77% sobre o trimestre anterior.
Segundo a companhia, a variação anual do lucro reflete principalmente o efeito do impairment da venda da operação de Navegação Costeira em 2025, além de menor despesa financeira e menor carga tributária. Já o desempenho da receita operacional líquida é impactado pela conclusão da venda da Navegação Costeira; desconsiderando essa operação em 2T25 para fins de comparabilidade, a receita cresce 7%, puxada por maior volume movimentado no Paraguai e reconhecimento de cláusulas take or pay em contratos de fertilizantes no Brasil.
O fluxo de caixa das atividades operacionais foi positivo em R$ 402 milhões no 2T26, contra R$ 307 milhões no 2T25 e consumo de R$ 25 milhões no 1T26, movimento atribuído à normalização do capital de giro após descasamentos pontuais de recebimentos de clientes no trimestre anterior. Os investimentos totalizaram R$ 23 milhões no período, queda de 75% em relação ao 2T25 e de 39% frente ao 1T26, influência da docagem do navio HB Tucunaré na Navegação Costeira e de aportes em expansão modular no Norte ocorridos em 2T25, além da concentração de investimentos de expansão e manutenção no segundo semestre de 2026.
O endividamento bruto encerrou o 2T26 em R$ 3.319 milhões, redução de 21% na comparação com o 2T25, após iniciativas de melhoria da estrutura de capital e gestão da dívida, incluindo o resgate antecipado de R$ 400 milhões da 1ª série da 2ª emissão de debêntures em maio de 2026. Com isso, o caixa totalizou R$ 1.154 milhões, 2% acima do 2T25 e 12% abaixo do 1T26. O endividamento líquido ficou em R$ 2.165 milhões, queda de 29% em relação ao 2T25 e de 11% frente ao 1T26.
A alavancagem medida por dívida líquida sobre EBITDA dos últimos 12 meses foi de 2,4 vezes ao fim do 2T26, frente a 4,0 vezes no 2T25 e 2,7 vezes no 1T26, refletindo a combinação de menor endividamento líquido e melhoria dos resultados operacionais no período.








