Na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, a YDUQS (YDUQ3) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 14,0 milhões no 2T26 e de R$ 164,1 milhões no primeiro semestre de 2026, frente a R$ 184,3 milhões no 1S25. No semestre, a receita líquida somou R$ 2,900,9 milhões, alta de 1,2% em relação ao 1S25, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 904,2 milhões, com margem de 31,2%.
No 2T26, a receita líquida consolidada foi de R$ 1.392,1 milhões, crescimento de 1,0% sobre o 2T25, mesmo com a queda de R$ 23 milhões na receita ligada ao DIS (modelo de parcelamento das mensalidades). Desconsiderando esse efeito, a receita teria avançado 2,6% no trimestre e 4,1% no semestre. Por unidade de negócio, a receita do Idomed (Medicina) cresceu 7,4% no trimestre e 8,6% no semestre, a do Ibmec avançou 12,5% no 2T26 e 17,7% no 1S26, enquanto Estácio & Wyden recuou 2,2% no trimestre e 2,6% no semestre, impactada sobretudo pela queda de 15,2% na receita do Digital e pela menor receita DIS.
O EBITDA ajustado consolidado atingiu R$ 400,2 milhões no 2T26, avanço de 1,6% em relação ao 2T25, com margem de 28,7%. Por marca, o Idomed apurou EBITDA ajustado de R$ 151,6 milhões no 2T26 (margem de 44,6%), o Ibmec R$ 33,8 milhões (margem de 31,6%) e Estácio & Wyden R$ 214,8 milhões (margem de 22,7%). A administração destaca que a menor adesão ao DIS reduziu o EBITDA ajustado em R$ 18 milhões no trimestre e em R$ 66 milhões no semestre; sem esse efeito, o EBITDA ajustado teria crescido 6,2% no 2T26 e 6,8% no 1S26, com expansão de margem.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 206,4 milhões no 2T26, piora de 9,8% frente ao 2T25, e somou R$ 386,6 milhões negativos no semestre, 2,9% acima do 1S25. Segundo a companhia, o desempenho foi influenciado principalmente pelo patamar da taxa Selic, que gerou impacto negativo de R$ 14 milhões no semestre, pelo aumento nas despesas com financiamentos privados ligados aos cursos de Medicina e por maior nível de descontos em iniciativas de recuperação de crédito no 2T26. O lucro líquido contábil ficou em R$ 3,1 milhões no 2T25 e passou a prejuízo de R$ 1,5 milhão no 2T26; no semestre, caiu de R$ 131,8 milhões para R$ 64,0 milhões, impacto atenuado no lucro ajustado.
Em termos de balanço e caixa, o contas a receber bruto recuou 13,7% entre 2T25 e 2T26, para R$ 1.964,1 milhões, refletindo a migração de alunos de financiamentos privados para o modelo de recebimento ao longo do curso, a redução de R$ 25 milhões do saldo do antigo financiamento e a menor penetração do DIS. A provisão para devedores duvidosos (PDD) caiu 11,1% no período, levando o contas a receber líquido a R$ 1.208,8 milhões, 14,6% abaixo do 2T25. O prazo médio de recebimento passou de 94 dias no 2T25 para 78 dias no 2T26. O fluxo de caixa operacional ex-IFRS 16 foi de R$ 298,1 milhões no 2T26, queda de 1,3% ante o 2T25, enquanto o fluxo de caixa livre somou R$ 193,0 milhões no trimestre.
A YDUQS encerrou o 2T26 com caixa de R$ 721,9 milhões e dívida líquida de R$ 2.907,7 milhões, redução de 1,9% em relação ao 2T25. A relação dívida líquida/EBITDA ajustado, excluindo arrendamentos do IFRS 16, ficou em 2,00 vezes no trimestre, ante 2,14 vezes um ano antes; na métrica que exclui apenas o efeito do IFRS 16 na dívida bruta, o índice foi de 1,55 vez, queda de 0,11 vez frente ao 2T25. No semestre, a companhia pagou R$ 150 milhões em dividendos, executou R$ 100 milhões em recompra de ações e desembolsou R$ 145 milhões na aquisição da Unifametro, ao mesmo tempo em que manteve o Capex em R$ 218,6 milhões, equivalente a 7,5% da receita líquida, dentro da faixa de 7% a 8% projetada para o médio e longo prazos.







