Na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a Positivo Tecnologia (POSI3) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), quando registrou receita bruta de R$ 1.127,0 milhões, alta de 13,4% na comparação com o 2T25 e de 27,9% frente ao 1T26. No mesmo período, o lucro líquido foi de R$ 2,6 milhões, ante R$ 2,3 milhões no 2T25 e prejuízo de R$ 12,3 milhões no trimestre imediatamente anterior, refletindo maior volume de faturamento acima do ponto de equilíbrio.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 85,9 milhões no 2T26, crescimento de 16,4% em relação ao 2T25 e de 23,2% frente ao 1T26, com margem EBITDA de 9,1%, 0,3 ponto percentual acima do 2T25. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o EBITDA atingiu R$ 155,5 milhões, avanço de 22,5% sobre o 1S25, com margem de 9,3%, 1,2 ponto percentual superior ao mesmo período do ano anterior.
Por segmentos, a receita bruta de Infraestrutura, Serviços e Soluções de TI (ISS) alcançou R$ 605,3 milhões no 2T26, alta de 18,1% vs. 2T25, impulsionada por servidores (R$ 174,3 milhões, +107,4%), PCs corporativos (R$ 103,0 milhões, +67,8%) e Positivo S+ (R$ 164,0 milhões, +19,9%). Soluções em Pagamentos somou R$ 156,5 milhões (+13,8%), enquanto Dispositivos Inteligentes – Consumo registrou R$ 336,7 milhões (+8,1%), com destaque para tablets e PCs e maior participação dos canais digitais.
O resultado financeiro líquido permaneceu negativo em R$ 53,5 milhões no 2T26, levemente acima dos R$ 52,7 milhões de um ano antes, puxado por despesas financeiras de R$ 80,7 milhões e variação cambial negativa de R$ 7,9 milhões. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 733,3 milhões, com alavancagem de 2,1 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses, estável frente a 2T25 e 1T26, após redução de R$ 77,6 milhões na dívida bruta em 12 meses e consumo de caixa operacional de R$ 18,8 milhões no trimestre, devido à elevação de estoques e pagamentos antecipados a fornecedores internacionais.
Para 2026, a companhia reafirmou seu guidance de receita bruta entre R$ 4,0 bilhões e R$ 4,2 bilhões, citando como fatores de risco a alta global nos preços de memórias e outros componentes e a pressão de custos em PCs e servidores, especialmente em contratos com instituições públicas. A projeção incorpora a continuidade do crescimento em infraestrutura de TI, incluindo servidores, modelos de Hardware as a Service (HaaS) e serviços gerenciados de TI, além da expansão da unidade de Soluções em Pagamentos.






