Na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, a Cemig (CMIG4, CMIG3) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), com lucro líquido de R$ 945,4 milhões, queda de 20,4% em relação ao 2T25, e lucro líquido ajustado de R$ 1,12 bilhão. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 2,24 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado foi de R$ 2,47 bilhões, alta de 9,3% frente ao mesmo período do ano anterior.

A receita operacional líquida totalizou R$ 11,16 bilhões no 2T26, crescimento de 3,4% em comparação ao 2T25, apoiada pelo reajuste tarifário da Cemig Distribuição e maior volume de energia vendida para clientes residenciais. Os custos e despesas operacionais chegaram a R$ 9,42 bilhões, 2,7% acima do 2T25, influenciados principalmente pelo aumento de R$ 238 milhões no custo de energia comprada e de R$ 289,7 milhões no custo de construção, parcialmente compensados pela redução de R$ 286,6 milhões no gasto com gás para revenda.

O EBITDA ajustado da Cemig Distribuição alcançou R$ 1,51 bilhão, aumento de 21,1% ante o 2T25, impulsionado pelo reajuste tarifário médio de 6,5%, pela revisão da metodologia de cálculo das perdas de crédito esperadas (PCE), que gerou efeito positivo de R$ 232,2 milhões no trimestre, e pela menor despesa ajustada com obrigações pós-emprego após o fim da obrigação relacionada ao plano de saúde homologado no fim de 2025. Já o EBITDA ajustado da Cemig GT ficou em R$ 678,6 milhões, 10,7% acima do 2T25, mesmo após provisão de R$ 190,6 milhões decorrente de sentença em procedimento arbitral instaurado por cliente livre.

No consolidado, o resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 795,9 milhões no 2T26, aumento de 154,6% em relação ao 2T25. Esse movimento refletiu maior despesa com encargos e variação monetária de debêntures, impactada pelo crescimento da dívida bruta e pelo IPCA mais elevado no período, além da atualização de créditos de geração distribuída (GD) de consumidores, que somou R$ 168,3 milhões no trimestre, contra R$ 75,3 milhões um ano antes.

A dívida líquida consolidada atingiu R$ 19,36 bilhões em junho de 2026, avanço de 58,3% sobre o 2T25, com relação dívida líquida/EBITDA ajustado de 2,58 vezes, ante 1,59 vez no ano anterior. No primeiro semestre de 2026 (1S26), os investimentos somaram R$ 3,28 bilhões, aumento de 19,2% em relação ao 1S25, com destaque para R$ 2,64 bilhões aplicados em distribuição, R$ 275,2 milhões em transmissão e aquisição de 11 usinas fotovoltaicas pela Cemig Sim, totalizando 26,2 MWp de potência instalada, pelo valor de R$ 155 milhões.

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