A Raízen (RAIZ4) registrou prejuízo líquido de R$ 1,641,6 bi no primeiro trimestre da safra 2026'27 (abril a junho de 2026), mesmo com avanço do desempenho operacional. No período, a receita líquida atingiu R$ 51.459,7 mi, alta de 4,0% em relação ao 1T 25'26, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 3.847,5 mi, mais que o dobro do mesmo trimestre do ano anterior.
O avanço do EBITDA ajustado refletiu principalmente o melhor resultado do segmento de Distribuição de Combustíveis no Brasil, impulsionado pelo aumento dos volumes vendidos e por ganhos de eficiência logística e comercial. Esse movimento compensou o desempenho mais fraco do segmento de Etanol, Açúcar e Bioenergia, impactado por menor produção, menores volumes vendidos e queda dos preços realizados de açúcar, além dos efeitos da hibernação e alienação de cinco usinas na safra anterior.
O resultado financeiro líquido negativo de R$ 2.973,0 mi, 42,4% acima do 1T 25'26, foi influenciado pelo maior saldo de endividamento e pelos efeitos da Recuperação Extrajudicial, que aceleraram o reconhecimento de custos de emissão e ajustes a valor justo das dívidas abrangidas pelo plano durante o período de 180 dias de standstill. A linha de operação descontinuada, que registra o resultado das operações na Argentina e os efeitos contábeis do desinvestimento, contribuiu negativamente em R$ 843,7 mi no trimestre.
A dívida bruta consolidada alcançou R$ 70.862,5 mi em 30 de junho de 2026, alta de 9,1% em 12 meses, enquanto a dívida líquida fechou em R$ 56.869,8 mi, crescimento de 15,5% na mesma comparação. A relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses ficou em 4,8 vezes, ante 4,5 vezes no 1T 25'26 e 5,2 vezes no 4T 25'26.
No trimestre, a Raízen gerou fluxo de caixa operacional de R$ 3.562,4 mi, frente a consumo de R$ 10.938,3 mi no 1T 25'26, apoiada pelo melhor desempenho da Distribuição de Combustíveis e pela gestão do capital de giro, com redução de estoques e de contas a receber. Os investimentos (CAPEX) totalizaram R$ 945,8 mi, queda de 35,0% na comparação anual, com foco em manutenção de canaviais, integridade de ativos industriais e avanço das obras das plantas de etanol de segunda geração Vale do Rosário e Gasa.







