O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025 e de 13,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2026. A carteira de crédito expandida ultrapassou R$ 1,3 trilhão em junho de 2026, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) foi de 8,3% no trimestre e o índice de capital principal encerrou o período em 11,27%.
A margem financeira bruta atingiu R$ 27,5 bilhões no 2T26, evolução de 0,2% em relação ao trimestre anterior e de 9,6% em 12 meses, impulsionada pelas receitas de crédito, especialmente nas operações com pessoas físicas. As receitas de prestação de serviços somaram R$ 9,1 bilhões no trimestre, avanço de 3,4% frente ao primeiro trimestre de 2026, com destaque para administração de fundos (+6,3%), conta corrente (+7,6%) e operações de crédito e garantias (+4,7%).
As despesas administrativas totalizaram R$ 10,1 bilhões no trimestre, alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 4,1% na comparação com o segundo trimestre de 2025, em linha com investimentos em pessoas e tecnologia. O custo do crédito foi de R$ 18,5 bilhões no período, redução de 2,1% frente ao trimestre anterior, enquanto a inadimplência acima de 90 dias encerrou junho em 5,61%.
A carteira de crédito expandida somou mais de R$ 1,3 trilhão em junho de 2026, com crescimento de 0,6% no trimestre e de 1,5% em 12 meses. No segmento pessoa física, o saldo foi de R$ 357,6 bilhões, alta de 4,4% em 12 meses e queda de 1,2% em relação a março de 2026, com crédito consignado crescendo 5,8% em um ano e operações de Crédito do Trabalhador alcançando R$ 15,7 bilhões. Em pessoa jurídica, o saldo foi de R$ 456,2 bilhões, aumento de 1,6% no trimestre e queda de 2,5% em 12 meses, com Pronampe e PEAC FGI somando R$ 40,0 bilhões, avanço de 5,8% no trimestre e de 31,7% em um ano.
No agronegócio, a carteira alcançou R$ 421,6 bilhões, alta de 0,8% no trimestre e de 4,1% em 12 meses, com destaque para operações com alienação fiduciária, que atingiram 70% na safra 2025/2026. A carteira de crédito sustentável encerrou junho de 2026 em R$ 431,5 bilhões, crescimento de 2,5% no trimestre e de 8,8% em 12 meses, financiando atividades com impactos socioambientais positivos, como energias renováveis, agricultura sustentável e projetos de infraestrutura sustentável. O Índice de Basileia ficou em 13,91%.








