Na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, a Light (LIGT3) divulgou que registrou prejuízo de R$ 252 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), ante prejuízo de R$ 51 milhões no 2T25. No mesmo período, o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado somou R$ 599 milhões, alta de 82,3% em relação ao ano anterior, impulsionado pela expansão de 42,0% da margem bruta ajustada, que atingiu R$ 1,1 bilhão, e pela redução de 1,0% nas despesas de PMSO consolidadas, que totalizaram R$ 321 milhões.
Segundo a companhia, a melhora operacional foi compensada por efeitos não recorrentes na linha de Outras Receitas e Despesas Operacionais, relacionados sobretudo à adesão ao programa especial de parcelamento de créditos tributários (Refis) e à baixa de ativos em razão da renovação da concessão, o que pressionou o resultado líquido do trimestre. A receita líquida ajustada consolidada alcançou R$ 3,521 bilhões no 2T26, crescimento de 15,8% sobre o 2T25, enquanto a receita líquida total foi de R$ 3,796 bilhões, alta de 9,8% na mesma base de comparação.
Ao fim de junho de 2026, a dívida bruta ajustada da Light era de R$ 7,425 bilhões, queda de 6,7% em relação ao 2T25, e a dívida líquida ajustada somava R$ 5,570 bilhões, 16,5% acima de um ano antes, mas 16,9% menor que no 1T26. A relação dívida líquida ajustada/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, usada para covenant, fechou o 2T26 em 2,85 vezes, ante 3,69 vezes no trimestre anterior e 2,56 vezes no 2T25.
A posição de caixa consolidada encerrou o 2T26 em R$ 1,855 bilhão, queda de 41,6% frente ao 2T25, reflexo do uso de liquidez na liquidação integral das Notes em moeda estrangeira da Light Energia e dos swaps associados, concluída em junho de 2026. No trimestre, a companhia também recebeu R$ 1,241 bilhão referente à primeira rodada de subscrição do direito de preferência no aumento de capital privado de R$ 1,5 bilhão, concluído em julho.
No 2T26, a Light investiu R$ 449 milhões em capex, aumento de 7,1% em relação ao 2T25, dos quais R$ 428 milhões foram aplicados na distribuidora, principalmente em ativos elétricos, manutenção, expansão da capacidade da rede, plano de combate a perdas e projetos de tecnologia da informação. A companhia destacou ainda a renovação por mais 30 anos da concessão da distribuidora, a conversão mandatória da dívida ocorrida em julho e o pedido de encerramento da recuperação judicial, após o cumprimento das obrigações previstas no plano.






