Na terça-feira, 11 de agosto de 2026, a B3 (B3SA3) divulgou que obteve lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 1.698,8 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 28,2% em relação ao 2T25. A receita líquida alcançou R$ 2.765,7 milhões, crescimento de 8,8% na mesma comparação, enquanto o resultado financeiro foi positivo em R$ 139,3 milhões.

O lucro líquido recorrente somou R$ 1.376,6 milhões no 2T26, aumento de 8,0% frente ao 2T25, e o lucro por ação recorrente foi de R$ 0,28, alta de 12,3%. O lucro por ação básico atingiu R$ 0,34, avanço de 33,3%, influenciado também pela execução do programa de recompra de ações nos últimos 12 meses. O EBITDA recorrente (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 1.938,6 milhões, alta de 13,0% na comparação anual, com margem recorrente de 70,2%.

A receita total da B3 foi de R$ 3.081,4 milhões no 2T26, crescimento de 12,2% ante o 2T25, refletindo expansão em todos os segmentos. As receitas pró-cíclicas avançaram 7,9%, enquanto o grupo de receitas recorrentes cresceu 17,3%. Em Renda Variável, o volume financeiro médio diário (ADTV) atingiu R$ 31,3 bilhões, alta de 20,1% no ano contra ano, com destaques para BDRs, com alta de 41,8%, e Fundos Listados, com aumento de 73,6%. Em Derivativos, o volume médio diário negociado ficou em 11,1 milhões de contratos, queda de 8,3%, impactado principalmente pelo menor volume em criptoativos.

As despesas totais somaram R$ 975,6 milhões no trimestre, alta de 15,5% em relação ao 2T25, influenciadas por despesas extraordinárias ligadas a mudanças na Diretoria Executiva e por maiores despesas atreladas ao faturamento, incluindo o novo modelo de cobrança do Sistema Nacional de Gravames (SNG). As despesas ajustadas ficaram em R$ 611,2 milhões, crescimento de 6,2% na mesma base de comparação. Ao final de junho de 2026, a B3 tinha ativos totais de R$ 49,0 bilhões e endividamento bruto de R$ 14,9 bilhões, equivalente a 2,0 vezes o EBITDA recorrente dos últimos 12 meses.

No campo de remuneração ao acionista, a companhia aprovou o pagamento de R$ 1.106,0 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), sendo R$ 356,0 milhões ordinários e R$ 750,0 milhões extraordinários, referentes a saldos não utilizados em exercícios anteriores. Somadas às recompras de ações de R$ 196,9 milhões no período, as distribuições totalizaram R$ 1.302,9 milhões no 2T26. No trimestre, a B3 também exerceu opção de venda de sua participação de 37,5% na coligada Dimensa, por R$ 665 milhões, gerando efeito positivo não recorrente de R$ 123,9 milhões no resultado.

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