A Itaúsa (ITSA4) registrou lucro líquido de R$ 5,244 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 29% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro líquido recorrente somou R$ 4,306 bilhões, alta de 7% na mesma base de comparação, com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente de 18,7%.
No 1º semestre de 2026, o lucro líquido da Itaúsa totalizou R$ 9,654 bilhões, avanço de 22% em relação ao 1S25, enquanto o lucro líquido recorrente foi de R$ 8,797 bilhões, 12% superior ao registrado um ano antes. O ROE do semestre foi de 21,2%, ante 17,9% no 1S25, e o ROE recorrente chegou a 19,3%, frente a 17,8% no mesmo período do ano anterior.
O desempenho recorrente do 2T26 refletiu principalmente o maior resultado do Itaú Unibanco, que cresceu 8,5% na equivalência patrimonial registrada pela Itaúsa, além de resultados maiores da Motiva (+67%), Alpargatas (+86%) e Copa Energia (+17%). Esses efeitos compensaram a piora nos resultados de NTS, Dexco e Aegea e o resultado próprio da holding, pressionado por maiores despesas tributárias.
Eventos não recorrentes tiveram impacto positivo de R$ 938 milhões no lucro do 2T26, devido sobretudo à receita extraordinária de R$ 851 milhões na Itautec, ligada ao êxito em processos judiciais e administrativos, e a ganho de R$ 78 milhões na Motiva com compra vantajosa na concessão Minas-SP (Fernão Dias). No semestre, os efeitos não recorrentes somaram R$ 857 milhões, incluindo ainda impacto negativo de R$ 131 milhões no Itaú Unibanco por provisões extraordinárias.
Ao fim de junho de 2026, a dívida líquida da Itaúsa era de R$ 1,184 bilhão, frente a R$ 587 milhões em junho de 2025, enquanto o patrimônio líquido atingiu R$ 93,790 bilhões, alta de 5% na comparação anual. O valor de mercado da Itaúsa, calculado com base em ITSA4 em 30.06.2026, foi de R$ 149,954 bilhões, ante R$ 120,357 bilhões um ano antes, e o valor de mercado do portfólio de participações (NAV) somou R$ 189,353 bilhões.








