Na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a Hapvida Participações e Investimentos S.A. (HAPV3) esclareceu, em resposta a ofício da CVM, que aproximadamente 947 mil beneficiários, equivalentes a cerca de 11% da carteira de saúde informada no 2T26, estão enquadrados em critérios de revisão comercial por rentabilidade inadequada ou histórico de inadimplência. Esses contratos passarão por reajuste e/ou descontinuação ao longo dos próximos 12 meses, nas datas de aniversário e renovação.

A companhia informou que o tíquete médio desse grupo corresponde a aproximadamente metade do tíquete médio da carteira consolidada e que a maior parte dos instrumentos em revisão é formada por contratos coletivos empresariais. A Hapvida possui 5 milhões de usuários de convênios médicos corporativos, e os contratos sob revisão não apresentam concentração relevante em uma praça específica, estando parte deles em regiões com rede própria operando com elevada taxa de ocupação.

Sobre a expressão “duplo dígito alto”, usada em teleconferência de resultados do 2T26, a Hapvida explicou que não é possível indicar um percentual único de reajuste para toda a carteira sob revisão, pois cada contrato é reajustado individualmente, conforme sinistralidade e histórico de utilização, e sujeito à negociação. A companhia afirmou, em atendimento à solicitação da CVM, que o reajuste médio pretendido para esse conjunto específico de contratos deve ser superior à média praticada pelo mercado e pela própria Hapvida para os demais contratos, com efeitos reconhecidos de forma diluída em 12 meses.

A empresa esclareceu ainda que não divulgou, nem divulga, qualquer projeção ou quantificação de impacto financeiro no EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) decorrente dessa revisão de carteira, e que referências a impacto positivo têm caráter qualitativo. Segundo a administração, a revisão comercial desses contratos envolve apenas 11% da carteira em número de vidas, com tíquete médio equivalente a aproximadamente metade do tíquete médio consolidado, o que limitaria a representatividade potencial dessa medida na receita consolidada.

Por fim, a Hapvida afirmou entender que o tema não configura fato relevante, nos termos da Resolução CVM nº 44/21, porque as informações quantitativas já haviam sido divulgadas previamente no release e na apresentação de resultados do 2T26, a revisão comercial é atividade contínua e inerente ao curso regular dos negócios e seus efeitos são graduais e dependem de negociações individuais. A companhia reiterou que não há fato relevante pendente de divulgação e reforçou o compromisso de manter acionistas e o mercado informados sobre eventuais desdobramentos considerados relevantes.

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