No segundo trimestre de 2026 (2T26), a Arezzo (AZZA3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 106,5 milhões, queda de 62,5% em relação ao 2T25, com margem líquida de 4,0%. No período, a receita bruta totalizou R$ 3,4 bilhões, recuo de 7,4% na comparação anual, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente somou R$ 379,6 milhões, baixa de 29,1%, com margem de 14,2%.
A receita bruta das marcas continuadas foi de R$ 3,35 bilhões, 7,1% inferior à de um ano antes, impactada principalmente pela queda de 13,6% nos canais de sell-in. A receita líquida atingiu R$ 2,664 bilhões, redução de 8,2% na mesma base de comparação, e o lucro bruto ficou em R$ 1,524,7 bilhão, retração de 5,9%, com expansão de 1,3 ponto percentual na margem bruta, para 57,2%.
No acumulado do primeiro semestre de 2026 (1S26), a Arezzo apurou lucro líquido recorrente de R$ 170,4 milhões, queda de 57,5% ante o 1S25, com margem de 3,3%. A receita bruta no semestre somou R$ 6,47 bilhões, recuo de 6,7%, enquanto o EBITDA recorrente foi de R$ 708,1 milhões, queda de 26,5%, com margem de 13,8%.
A companhia destacou a geração de caixa operacional de R$ 356,5 milhões no 2T26, mais de três vezes o valor do 2T25, com conversão de 115% do EBITDA recorrente pré IFRS em caixa operacional e de 90% após investimentos (capex). No 1S26, a geração de caixa operacional foi de R$ 504,3 milhões, frente a R$ 55,7 milhões no mesmo período de 2025, e o ciclo financeiro encerrou o trimestre em 93 dias, redução de 31 dias em relação ao 2T25.
Ao fim de junho de 2026, a Arezzo apresentava dívida líquida de R$ 2.127,2 milhões, queda de R$ 39,9 milhões em relação ao trimestre anterior. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA recorrente dos últimos 12 meses (pré IFRS 16), ficou em 1,52 vez, com 82,3% da dívida concentrada no longo prazo. No trimestre, o capex foi de R$ 76,4 milhões, redução de 18,9% frente ao 2T25.







