A Petrobras (PETR4) recolheu, no primeiro semestre de 2026, R$ 161 bilhões em tributos e participações governamentais, em regime de caixa. O valor é formado por R$ 106,1 bilhões em tributos próprios, R$ 37,2 bilhões em participações governamentais (PGOV) e R$ 17,7 bilhões em tributos retidos de terceiros.
Desse total, R$ 61,5 bilhões correspondem a tributos federais que, somados aos R$ 37,2 bilhões em participações governamentais, resultam em R$ 98,7 bilhões destinados à União, o equivalente a cerca de 6,1% da arrecadação federal. Em relação ao primeiro semestre de 2025, houve aumento de 28%, motivado pelo maior recolhimento de imposto de renda, royalties e imposto de exportação.
Nos estados, os recolhimentos somaram R$ 61,1 bilhões, cerca de 13,8% do total arrecadado pelos governos estaduais, alta de 14% na comparação com o 1S25, impulsionada pelo aumento da arrecadação de ICMS nas vendas de produtos sujeitos ao regime monofásico. Os tributos municipais totalizaram aproximadamente R$ 1,2 bilhão, crescimento de 17,5% sobre o mesmo período do ano anterior, influenciado pela contratação de serviços.
Do montante de R$ 37,2 bilhões em participações governamentais no 1S26, R$ 25,7 bilhões referem-se a royalties, R$ 10,6 bilhões à participação especial, R$ 0,7 bilhão a bônus de assinatura e cerca de R$ 0,2 bilhão à taxa de ocupação ou retenção de área. Frente ao 1S25, houve aumento de 17%, principalmente em função do crescimento da arrecadação de royalties, associado ao aumento da produção e à valorização do preço do petróleo.
Em março de 2026, passou a vigorar a Medida Provisória nº 1.340, que instituiu a cobrança de imposto de exportação sobre óleos brutos de petróleo, minerais betuminosos e óleo diesel de uso rodoviário, a partir de 12 de março. Até junho de 2026, a Petrobras havia recolhido R$ 2,5 bilhões desse imposto. No acumulado dos últimos quatro trimestres, a companhia recolheu R$ 306,7 bilhões em tributos e participações governamentais.








