Na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a Oncoclínicas (ONCO3) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), com prejuízo líquido de R$ 475,7 milhões, ante prejuízo de R$ 142,3 milhões no 2T25. A receita líquida somou R$ 1.047,7 milhões no trimestre, queda de 28,5% em relação ao mesmo período de 2025, impactada principalmente pela crise de fornecimento de medicamentos iniciada em março de 2026 e pelo maior volume de provisões para glosas e créditos de liquidação duvidosa (PCLD).
A receita bruta atingiu R$ 1.227,6 milhões no 2T26, recuo de 25,9% frente aos R$ 1.657,6 milhões do 2T25. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados no 2T26, a receita bruta foi de R$ 5,7 bilhões, baixa de 15,8% em comparação ao mesmo período de 2025, enquanto a receita líquida totalizou aproximadamente R$ 4,99 bilhões, queda de 19,0%. O número de procedimentos no trimestre foi de cerca de 114 mil, abaixo de períodos anteriores devido ao desabastecimento de medicamentos, mas o ticket médio cresceu 9,5% na comparação anual, para R$ 10.286 no LTM, alta de 8,0%.
O custo dos serviços prestados foi de R$ 818,4 milhões no 2T26, redução de 20,1% na comparação anual. O Lucro Bruto Caixa, que exclui depreciação e amortização, somou R$ 232,4 milhões, com margem bruta caixa de 22,2%, ante 30,3% no 2T25. Normalizando os efeitos não recorrentes de PCLD, a margem bruta caixa teria sido de 27,2%. As despesas operacionais totais alcançaram R$ 513,2 milhões, alta de 30,1% sobre o 2T25, influenciadas por itens não recorrentes como impairment de R$ 78,0 milhões de um contrato BTS em Goiânia e multa de R$ 76,0 milhões pela rescisão do contrato de locação do Centro Paulista de Oncologia na Avenida Angélica, em São Paulo.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) contábil ficou negativo em R$ 245,6 milhões no 2T26, contra EBITDA positivo de R$ 115,9 milhões um ano antes. Já o EBITDA Ajustado, que exclui itens não recorrentes, o efeito não caixa do plano de incentivo de longo prazo e operações hospitalares, foi positivo em R$ 34,3 milhões, com margem de 3,3%, queda de 85,1% em relação aos R$ 230,1 milhões do 2T25. Segundo a companhia, normalizando a PCLD, a margem do EBITDA Ajustado teria sido de 9,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, o EBITDA Ajustado foi de R$ 432,1 milhões, margem de 8,7%, ante R$ 1.007,2 milhões e margem de 16,4% no mesmo intervalo anterior.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 168,8 milhões no 2T26, levemente melhor que os R$ 175,1 milhões negativos do 2T25, refletindo menor receita financeira sobre a posição de caixa. O imposto de renda e contribuição social foi positivo em R$ 7,4 milhões no trimestre, frente a despesa de R$ 12,6 milhões um ano antes. A dívida líquida financeira somada às aquisições a pagar totalizou R$ 3.404,3 milhões em 30 de junho de 2026, com endividamento concentrado em CCB de capital de giro, CRI, financiamentos e debêntures, todos majoritariamente de curto prazo.







