A semana entre 30 de março e 3 de abril de 2026 foi marcada por mudanças estruturais em companhias de grande porte: a Oi (OIBR3) anunciou a venda da UPI V.tal por R$ 4,5 bi e a retomada da audiência sobre essa operação, enquanto a Petrobras (PETR4) comunicou a renúncia do presidente do conselho de administração e concluiu a liquidação da redeterminação do campo de Tupi. No setor de commodities, a Vale (VALE3) registrou a reafirmação do rating AAA.br pela Moody’s e divulgou projeção para o Valor em Risco de Mercado (VBM) e fluxo de caixa de 2026, e a Suzano (SUZB3) informou captação de R$ 2,7 bi em CPR-Fs (títulos ligados ao agronegócio) e debêntures para financiar suas operações.

Entre os destaques de capital e crédito, a Allos (ALOS3) concluiu captação de R$ 1 bi em CRI, enquanto a ISA Energia (ISAE3) finalizou emissão de R$ 1 bi em debêntures e a Profarma (PFRM3) anunciou oferta de R$ 200 mi em notas comerciais. A Neoenergia (NEOE3) concluiu a venda da totalidade da EAPSA e ampliou participação na UHE Corumbá, e a Motiva (MOTV3) informou a compra da Autopista Fernão Dias por R$ 381,4 mi. No campo societário, o Advent anunciou intenção de investir até 10% na Natura (NATU3), Bradesco passou a deter 54% da Odontoprev (ODPV3), Wellington Management atingiu 5% da Sabesp (SBSP3), Morgan Stanley chegou a 4,3% da Anima (ANIM3), Citi alcançou 15% e JP Morgan 6% da Marfrig (MBRF3), enquanto Kapitalo reduziu participação para 4,99% na Usiminas (USIM5) e Absolute caiu para 5% na CVC (CVCB3).

Foi também uma semana concentrada em anúncios de resultados, projeções e reestruturações. A Azevedo & Travassos (AZEV3; AZEV4) divulgou prejuízo de R$ 620,3 mi em 2025, prejuízo de R$ 4,5 mi no 4T25 em sua controlada Azevedo & Travassos Energia (AZTE3), além de informar meta de lucro e receita acima de R$ 1 bi em 2026, e concluir etapa da concessão Rota Mogiana. JHSF (JHSF3) registrou lucro de R$ 1,9 bi em 2025, Armac (ARML3) lucro de R$ 73,8 mi no ano, Portobello (PTBL3) prejuízo de R$ 291,7 mi em 2025 e Paranapanema (PMAM3) prejuízo de R$ 570 mi no 4T25. IRB Brasil (IRBR3) aprovou juros sobre capital próprio (JCP, forma de remuneração aos acionistas semelhante a dividendos, mas com tratamento fiscal diferente) de R$ 0,95 por ação para 2026, dividendos de R$ 0,59 por ação e mudanças na diretoria financeira, enquanto a CSU Digital (CSUD3), Porto Seguro (PSSA3), RaiaDrogasil (RADL3), Guararapes (RIAA3), Qualicorp (QUAL3), HBR Realty (HBRE3) e Porto Seguro, que ajustou o JCP para R$ 0,54231784082 por ação, também aprovaram JCP e dividendos. SLC Agrícola (SLCE3) publicou projeções operacionais para a safra 2025/26.

Entre outros eventos relevantes, PRIO (PRIO3) comunicou produção diária de 161 mil boepd (barris de óleo equivalente por dia) em março, Embraer (EMBJ3) reportou entrega de 44 aeronaves no 1T26 e MRV (MRVE3) concluiu a venda de projeto nos EUA por US$ 73,3 mi. A Axia Energia (AXIA3) aprovou migração para o Novo Mercado da B3 e a deslistagem de ADRs na NYSE, enquanto a EcoRodovias (ECOR3) anunciou vitória em concessão da Rota das Gerais e a Orizon (ORVR3) informou extensão de concessão em Maceió até 2054. No campo de governança e estrutura societária, IRB Brasil (IRBR3), Banrisul (BRSR3), Sanepar (SAPR4), TIM (TIMS3) e JSL (JSLG3) comunicaram mudanças de executivos, e empresas como OceanPact (OPCT3), Intelbras (INTB3) e Helbor (HBOR3) aprovaram recompras, combinação de negócios e lançamentos imobiliários, compondo uma semana movimentada em decisões de financiamento, governança e concessões na B3.

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