Na quinta-feira, 2 de abril de 2026, a Petrobras (PETR4) informou que concluiu, em 31 de março de 2026, as liquidações financeiras relacionadas à primeira redeterminação da Jazida Compartilhada de Tupi, na Bacia de Santos. A revisão decorre da aprovação do Quarto Termo Aditivo ao Acordo de Individualização da Produção (AIP), que ajustou a participação da Petrobras na jazida de 67,216% para 67,457% a partir de 1º de dezembro de 2025.
Nessa liquidação, a Petrobras recebeu montante aproximado de R$ 3 bi das demais empresas privadas envolvidas e pagou cerca de R$ 600 mi à União, representada pela Pré-Sal Petróleo (PPSA). Segundo a companhia, esses valores já haviam sido reconhecidos nas demonstrações financeiras do quarto trimestre de 2025.
A compensação financeira considera gastos incorridos e receitas referentes aos volumes produzidos até a data de efetividade do aditivo ao AIP, conforme o Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV). As novas participações na Jazida Compartilhada de Tupi passaram a ser: Petrobras, 67,457%; Shell Brasil Petróleo, 22,650%; Petrogal Brasil, 9,060%; e União, 0,833%.
A jazida compartilhada de Tupi inclui o Contrato de Concessão BM-S-11 (campo de Tupi), operado pela Petrobras com 65% de participação em consórcio com Shell (25%) e Petrogal (10%); o Bloco Sul de Tupi do Contrato de Cessão Onerosa (campo de Sul de Tupi), em que a Petrobras detém 100%; e a área não contratada pertencente à União, representada pela PPSA. A Petrobras ressaltou ainda que o AIP de Tupi não abrange a jazida denominada Iracema, que permanece com as mesmas participações do consórcio BM-S-11.





