Na terça-feira, 31 de março de 2026, a JHSF Participações (JHSF3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 1,8685 bi no ano de 2025, alta de 116,9% em relação a 2024. No mesmo período, a receita bruta somou R$ 3,7095 bi, crescimento de 111,5%, e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 1,8444 bi, avanço de 144,9%.
Segundo a companhia, o resultado consolidado de 2025 foi o maior de sua história, impulsionado pela venda de estoques da unidade de Incorporação para um fundo de investimento imobiliário no quarto trimestre, operação que representou o maior IPO do segmento imobiliário brasileiro. A transação envolveu estoques no valor de R$ 5,2 bi em Valor Geral de Vendas (VGV) e também contribuiu para o aumento do resultado operacional e do imposto de renda e CSLL no período.
O lucro bruto consolidado em 2025 totalizou R$ 2,2072 bi, 140,3% acima de 2024, com margem bruta de 63,4% da receita líquida. As despesas operacionais somaram R$ 501 mi, aumento de 64,2%, enquanto o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 344,7 mi, ante R$ 228,3 mi negativos em 2024, reflexo principalmente do crescimento da dívida bruta e de maiores despesas com juros sobre empréstimos.
Os negócios de renda recorrente, que excluem varejo, incorporação e holding, também apresentaram desempenho recorde em 2025. A receita bruta dessa unidade atingiu R$ 1,4204 bi, alta de 27,6% sobre 2024, e o EBITDA ajustado ficou em R$ 657,5 mi, crescimento de 32,8%, com margem de 50,5% da receita líquida. No segmento de Shoppings, a receita bruta avançou 7% para R$ 395,4 mi, e o EBITDA ajustado foi de R$ 229,4 mi, 11,8% acima do ano anterior, com margem de 65,6%.
A JHSF informou ainda que, ao fim de 2025, sua gestora JHSF Capital alcançou R$ 10,3 bi em ativos sob gestão (AUM, sigla em inglês para assets under management), após estruturar o fundo responsável pela aquisição dos estoques de incorporação e concluir a oferta de cotas do FII JHSF Capital Malls – JCCJ11, que levantou R$ 780 mi. A companhia reportou caixa bruto de R$ 5,4 bi e caixa líquido de R$ 2,3 bi ao final do ano.






