A SLC Agrícola (SLCE3) apresentou em terça-feira, 31 de março de 2026, projeções operacionais para a safra 2025/26, com área plantada estimada em 837 mil hectares, alta de 13,8% em relação à safra 2024/25, quando foram cultivados 736 mil hectares. As estimativas consideram o cenário de mercado e clima descritos no material, incluindo perspectivas para soja, milho e algodão.
Para 2025/26, a companhia projeta área de 424.672 hectares com soja, crescimento de 12,5% frente aos 377.531 hectares realizados em 2024/25. No algodão, a área prevista é de 192.084 hectares, aumento de 7,4% em comparação aos 178.803 hectares da safra anterior. No milho segunda safra, a área estimada sobe 28,2%, de 122.748 para 157.370 hectares.
As metas de produtividade para 2025/26 indicam avanço em todas as culturas em relação ao orçado de 2024/25. O algodão em pluma de primeira safra deve passar de 2.041 kg por hectare para 2.066 kg por hectare, alta de 1,2%, enquanto o algodão em pluma de segunda safra sobe de 1.910 kg por hectare para 1.982 kg por hectare, aumento de 3,8%. O caroço de algodão (caroço+semente) tem projeção de 2.491 kg por hectare, ante 2.431 kg por hectare, avanço de 2,5%.
Na soja (comercial + semente), a produtividade orçada cresce 1,5%, de 3.976 kg por hectare para 4.036 kg por hectare na safra 2025/26. Para o milho segunda safra, a estimativa passa de 7.542 kg por hectare para 7.738 kg por hectare, alta de 2,6%. Paralelamente, o custo médio total por hectare está projetado em R$ 7.052 na safra 2025/26, aumento de 9,8% ante o orçado de R$ 6.421 em 2024/25, com elevações de 7,5% a 11,2% entre as principais culturas.
O documento também detalha a posição de hedge para as safras 2025/26 e 2026/27. Na safra 2025/26, a companhia indica percentuais já travados em commodity e câmbio para soja, milho e algodão, com totais de 74,8% e 75,5% em soja, 65,1% em milho e 73,6% em algodão, a preços de referência como US$ 11,17 por bushel de soja, US$ 8,91 por saca de milho e US$ 73,51 por libra de algodão e câmbio entre R$ 5,73 e R$ 6,10 por dólar. Para 2026/27, o material mostra início de travas em soja, com 30,0% do volume total em commodity ao preço de US$ 11,67 por bushel e 47,0% em câmbio a R$ 5,46 por dólar.








