A Portobello (PTBL3) registrou prejuízo líquido de R$ 291,7 mi no ano de 2025, em cenário descrito pela companhia como mais desafiador para o setor. No mesmo período, a receita líquida consolidada somou R$ 2,606 bi, alta de 8,2% em relação a 2024, impulsionada principalmente pelo mercado externo, que passou a representar 25,9% da receita.
No quarto trimestre de 2025, o Portobello Grupo apurou prejuízo líquido de R$ 173,7 mi, frente perda de R$ 72,4 mi no 4T24. A companhia informou que o trimestre foi impactado pelo aumento das despesas financeiras, pelo crescimento das despesas com depreciação e pelo reconhecimento de tributos sobre lucro relativos a resultados não realizados e revisão de ativos fiscais diferidos, efeitos contábeis sem impacto de caixa.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado atingiu R$ 321,2 mi em 2025, crescimento de 2,4% sobre 2024, com margem de 12,3%. No 4T25, o EBITDA foi de R$ 52,8 mi, avanço de 41,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior e margem de 8,2%. O lucro bruto anual totalizou R$ 931,9 mi, com margem de 35,8%, enquanto no trimestre ficou em R$ 202,4 mi, com margem de 31,5%.
As despesas operacionais ajustadas e recorrentes somaram R$ 718,4 mi em 2025, queda de 2,9% ante 2024, e R$ 178,5 mi no 4T25, baixa de 8,8% na comparação trimestral, influenciadas por crédito-prêmio de IPI e reversão de contingências. As despesas financeiras cresceram 47,5% no ano, para R$ 353,4 mi, e 65,7% no trimestre, para R$ 122,2 mi, refletindo maior custo de endividamento e maior utilização de crédito.
A dívida líquida da companhia encerrou 2025 em R$ 995,8 mi, com relação dívida líquida/EBITDA de 3,09 vezes, ante 3,27 vezes em 2024. A geração de caixa somou R$ 316 mi no ano e R$ 48,4 mi no 4T25, e o capital de giro caiu para R$ 87 mi, com ciclo de conversão de caixa de 12 dias. Como evento subsequente, a empresa obteve R$ 160 mi em financiamento junto ao BNDES Exim no 1T26 e concluiu operação de sale-leaseback de imóvel em Marechal Deodoro (AL) por R$ 102,5 mi, ambas voltadas ao reforço da liquidez e ao alongamento do perfil da dívida.







