A semana entre 28 de setembro e 2 de outubro teve como destaque a oferta pública de aquisição (OPA) da Unifique (FIQE3), que anunciou proposta a R$ 6,00 por ação e, em paralelo, comunicou a nomeação de um novo diretor de Operações e a compra das provedoras 3D Telecom e RSJ sem direito de recesso aos acionistas. No campo dos investimentos industriais, a WEG (WEGE3) reportou queda de 3,3% na receita no primeiro semestre de 2026 e, ao mesmo tempo, aprovou investimento de US$ 165 milhões na América do Norte. Outro movimento relevante veio da Claro NXT, que acertou a aquisição de 73% da Desktop (DESK3) por R$ 1,7 bilhão e teve a compra de 72,8% da companhia aprovada pelo Cade, enquanto a gestora Vinland informou ter alcançado 5% de participação na DESK3.

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Entre as operações societárias e de financiamento, chamou atenção a movimentação do grupo SIMPAR (SIMH3), que informou ter adquirido 101 milhões de ações de subsidiárias e, após liquidação de swaps, manteve participações de 58,9% na Movida (MOVI3), 67% na JSL (JSLG3) e 55,9% na Vamos (VAMO3); a JSL também anunciou novo diretor financeiro (CFO) e diretor de Relações com Investidores e aprovou dividendos de R$ 0,74 por ação. A Movida (MOVI3) aprovou e teve subscrito aumento de capital de R$ 152,5 milhões, enquanto a Gafisa (GFSA3) registrou aumento de capital, a Trisul (TRIS3) captou R$ 100 milhões em notas comerciais com prazo de cinco anos, e a Paranapanema (PMAM3) avançou em sua reestruturação com a homologação de emissão de R$ 110 milhões em debêntures, quitação de R$ 4,27 bilhões em dívidas, aumento de capital de R$ 750 mil e definição do preço de conversão em R$ 0,32 por ação.

Nos eventos de crédito e mercado de capitais, Copasa (CSMG3) captou R$ 1,2 bilhão em debêntures na 23ª emissão e teve nova diretoria e conselho aprovados, em meio à rescisão do acordo de acionistas da Gerais Saneamento; já a Celesc (CLSC3; CLSC4) aprovou empréstimo de US$ 243 milhões junto ao BID. Banco ABC Brasil (ABCB4) levantou R$ 600,9 milhões em letras perpétuas, o Banco Pine (PINE4) registrou aumento de capital de R$ 3,3 milhões, e o Bradesco (BBDC4) aprovou JCP (juros sobre capital próprio, forma de remuneração ao acionista que é despesa dedutível para a empresa) de R$ 0,38 por ação preferencial e anunciou leilão de sobras do seu aumento de capital. A Azul (AZUL3) recebeu R$ 1,3 bilhão no primeiro desembolso do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), enquanto a Axia Energia (AXIA3) concluiu a 4ª conversão e resgate de PNCs e captou R$ 1,6 bilhão em debêntures na 13ª emissão, e a JHSF (JHSF3) concluiu oferta de FIDC de R$ 700 milhões.

O noticiário corporativo também foi movimentado em dividendos, aquisições e resultados operacionais. CPFL Energia (CPFE3) anunciou dividendo de R$ 0,22 por ação e ISA Energia (ISAE3, ISAE4), JSL (JSLG3), Allied (ALLD3) e CSU Digital (CSUD3) aprovaram JCP de R$ 0,57, R$ 0,74, R$ 0,6253 e R$ 0,41 por ação, respectivamente, enquanto a RaiaDrogasil (RADL3) aprovou JCP de R$ 0,0914 por ação e a SYN Prop & Tech (SYNE3) registrou R$ 464 milhões previstos aos acionistas em 2025. No campo operacional, a Petrobras (PETR4) comunicou nova descoberta de petróleo no Amapá e o recebimento de R$ 1 bilhão em subvenção, a Embraer (EMBJ3) informou a entrega de 66 aeronaves no 3T26, a Hidrovias do Brasil (HBSA3) reportou EBITDA ajustado (lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ajustado por itens não recorrentes) de R$ 504 milhões em 2026, a Raízen (RAIZ4) aprovou medidas ligadas ao seu plano de recuperação e a CSN (CSNA3) e a CSN Mineração (CMIN3) revisaram projeções de volume, produção e custos para 2026. Entre outras decisões, a Fleury (FLRY3) anunciou a compra da Unilab por R$ 55 milhões, a Marfrig (MBRF3) comunicou e depois cancelou oferta para recomprar bonds 2029 e lançou nova oferta para recomprar US$ 467,5 milhões em notas, a Porto Seguro (PSSA3) registrou pedido de fechamento de capital da Porto Serviço, a Alupar (ALUP3) obteve licença ambiental para projeto no Peru, a Brava Energia (BRAV3) iniciou produção no poço PPT-52 em Papa-Terra, a Ambipar (AMBP3) relatou avanço na transição de seu processo de Chapter 11 para o Chapter 15, e o IRB Brasil (IRBR3) divulgou impacto contábil decorrente da nova lei tributária.

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