CMIN3
SCORE 6,9Principais indicadores · Materiais Básicos
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Visno Score
Como calculamos o score →Análise Fundamentalista de CMIN3 (CSN Mineração)
IACSN Mineração é uma empresa do setor de Materiais Básicos, atuando no subsetor de Mineração, segmento de Minerais Metálicos. Originada da Companhia Siderúrgica Nacional, concentra-se na mineração e comercialização de minério de ferro, contando com as minas de Casa de Pedra e Engenho, plantas de beneficiamento e frotas próprias. A companhia também participa da infraestrutura logística, com 18,63% da MRS Logística para transporte ferroviário de cargas e direitos de operação do terminal portuário TECAR, no Porto de Itaguaí (RJ), o que sugere um modelo integrado de mineração e escoamento. Suas ações CMIN3 são negociadas na B3.
Os fundamentos financeiros indicam elevada rentabilidade recente, com ROE e ROIC em patamares elevados para uma mineradora, além de margens bruta, EBIT e líquida que sugerem eficiência operacional e boa captura de valor na cadeia de minério de ferro. A alavancagem medida por Dívida Líquida/EBITDA bastante baixa aponta para estrutura de capital conservadora, enquanto os indicadores de liquidez corrente e seca sugerem posição confortável para honrar obrigações de curto prazo. Por outro lado, o CAGR de lucro líquido negativo em 5 anos indica que a evolução dos resultados tem sido mais volátil, o que, em um setor cíclico como mineração, deve ser interpretado em conjunto com o comportamento de preços de commodities.
A empresa obteve nota 6,9 no Visno Score, refletindo combinação de rentabilidade e liquidez bastante fortes com estrutura de capital pouco alavancada. A nota mediana em consistência e o baixo desempenho em crescimento apontam que a trajetória histórica de resultados e expansão de receitas merece atenção ao analisar as ações e os indicadores de longo prazo.
Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.
Visão dos resultados
Evolução da receita e do lucro líquido
Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.
As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.
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- Setor
- Materiais Básicos
- Subsetor
- Mineração
- Situação
- Fase Operacional
- Anos na bolsa
- 5
- Código CVM
- 25585
- CNPJ
- 08.902.291/0001-15
- Dt. últ. preço
- 06/08/2026
- Dt. últ. resultado
- 31/03/2026
- Dt. próx. resultado
- 12/08/2026
- Free float
- 28,95 %
Sobre CSN Mineração
CSN Mineração S.A. é uma companhia brasileira focada na produção e comercialização de minério de ferro, com ações ordinárias negociadas na B3 sob o ticker CMIN3. Constituída em 2007 sob a denominação Congonhas Minérios S.A., como subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a empresa consolidou sua estrutura atual a partir de 2015, quando houve a combinação dos negócios de minério de ferro e logística da CSN e da então controlada Namisa, em parceria com um consórcio asiático formado por grandes siderúrgicas. A origem operacional do negócio, porém, remonta ao início da exploração da mina Casa de Pedra, em 1913, o que confere à CSN Mineração um histórico centenário na indústria de mineração de ferro no Brasil. Em fevereiro de 2021, a companhia realizou sua oferta pública inicial de ações, passando a ter capital pulverizado na bolsa brasileira, embora mantendo a CSN como acionista controladora relevante.
A principal atividade da CSN Mineração é a exploração, beneficiamento e comercialização de minério de ferro de alto teor, com atuação integrada que abrange mina, ferrovia e porto. A companhia desenvolve jazidas minerais, realiza pesquisa geológica, extração a céu aberto, processamento em plantas de beneficiamento e escoamento por meio de ativos logísticos próprios e coligados. O foco econômico está na produção de granulado, sinter feed e pellet feed, que são insumos essenciais para a siderurgia. Além da atividade minerária, a empresa tem entre seus objetos sociais a exploração de infraestrutura portuária, a geração de energia para suprir prioritariamente suas operações de mineração e a participação em outras sociedades relacionadas à sua cadeia de valor, como logística ferroviária e geração hidrelétrica.
Os ativos operacionais centrais da CSN Mineração são as minas Casa de Pedra e Engenho, localizadas no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, uma das regiões mais ricas em minério de ferro do mundo. Casa de Pedra é uma das minas mais antigas em operação no país e uma das maiores em capacidade, com lavra a céu aberto e histórico de produção desde 1913. A mina do Engenho, em operação desde 1950, também é a céu aberto e tem seu minério processado tanto na planta de beneficiamento de Pires quanto na própria unidade de Casa de Pedra. O processo produtivo envolve britagem primária, secundária e terciária, classificação granulométrica, etapas de concentração por flotação para produção de pellet feed e posterior filtragem. A companhia dispõe de uma capacidade instalada de cerca de 33 milhões de toneladas anuais de minério de ferro em suas plantas (planta central e plantas a seco), e complementa o volume com compras de terceiros para alcançar patamares superiores de vendas anuais.
O portfólio de produtos da CSN Mineração é composto principalmente por granulado, sinter feed e pellet feed, com características adequadas às necessidades de diferentes clientes siderúrgicos. O granulado possui granulometria mais grossa e pode ser alimentado diretamente nos altos-fornos, sem necessidade de aglomeração. O sinter feed, com granulometria intermediária, é utilizado em processos de sinterização antes de ser aplicado na redução de minério em usinas de aço. Já o pellet feed, com granulometria muito fina, é destinado à produção de pelotas após processo de aglomeração. A combinação desses produtos permite à companhia atender tanto a siderúrgicas integradas quanto usinas com diferentes rotas de produção, no Brasil e no exterior. Em 2024, a CSN Mineração comercializou mais de 42 milhões de toneladas de minério de ferro, sendo a maior parte destinada ao mercado externo e uma fração relevante fornecida à Usina Presidente Vargas, da CSN, em Volta Redonda (RJ).
A logística integrada é um componente essencial do modelo de negócios da CSN Mineração. A empresa detém o direito de exploração do TECAR, terminal de carvão e minério localizado no Porto de Itaguaí (RJ), arrendado até 2047, que é responsável por todo o embarque de minério de ferro da companhia no mercado transoceânico. O TECAR possui capacidade anual de embarque de minério de ferro e também opera o desembarque de redutores, como carvão e coque, utilizados principalmente pelo grupo CSN. O escoamento da produção desde Minas Gerais até o porto é realizado por meio da malha ferroviária da MRS Logística S.A., coligada na qual a CSN Mineração detém 18,74% de participação. A MRS conecta o Quadrilátero Ferrífero ao Porto de Itaguaí e à Usina Presidente Vargas, transportando a totalidade do minério de ferro produzido pela CSN Mineração, além do carvão e coque importados pelo TECAR.
Os mercados de atuação da CSN Mineração concentram-se no fornecimento de minério de ferro para o mercado transoceânico, com ênfase em clientes nos continentes asiático e europeu, além do atendimento à siderurgia brasileira. A empresa figura entre os maiores exportadores de minério de ferro do Brasil, operando em um setor fortemente influenciado pela dinâmica global da siderurgia, em especial pela demanda chinesa. A produção é destinada majoritariamente à exportação, com contratos relevantes com tradings e siderúrgicas internacionais, a exemplo de volumes expressivos negociados com a Glencore International AG e a Prosperity Steel United, que vêm representando fatias significativas da receita anual. A companhia também abastece a cadeia interna de aço por meio do suprimento à CSN, integrando-se à produção de aços planos no país.
No campo da regulação, as atividades da CSN Mineração estão submetidas ao marco legal da mineração no Brasil, regido pelo Código de Mineração e normas correlatas. A pesquisa e lavra de recursos minerais dependem de autorizações e concessões outorgadas pela União, com fiscalização exercida pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Além disso, a operação do TECAR está sujeita a contrato de arrendamento portuário, sob supervisão da Secretaria Nacional de Portos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Na geração de energia, por meio da controlada Companhia Energética Chapecó (CEC) e da Usina Hidrelétrica Quebra-Queixo, há observância às regras de concessão de geração elétrica definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), com contrato de concessão vigente até 2040.
Sob a ótica de práticas ambientais, sociais e de governança, a CSN Mineração destaca iniciativas relacionadas à gestão de rejeitos e segurança operacional. A companhia adota tecnologia de filtragem e empilhamento a seco de rejeitos desde 2020, o que reduz a dependência de barragens convencionais e está alinhado à busca por maior controle de riscos ambientais na mineração. Houve investimentos relevantes na modernização das estruturas de disposição de rejeitos, descaracterização de barragens e implantação de empilhamento a seco, integrando o processo de beneficiamento à mitigação de impactos ambientais. No campo da governança, a abertura de capital em 2021 e as emissões de debêntures reforçaram a estrutura de acesso ao mercado de capitais, com divulgação de informações financeiras e operacionais ao público investidor, enquanto a estrutura acionária mantém a CSN e o consórcio asiático como blocos de controle estratégicos na condução da empresa.
Além da mineração e da logística, a CSN Mineração passou a atuar também na geração de energia elétrica por meio da aquisição da totalidade das ações da Companhia Energética Chapecó, responsável pela Central Geradora Quebra-Queixo, no Rio Chapecó, em Santa Catarina. Essa usina hidrelétrica opera como produtora independente de energia, com foco em suprir, de forma prioritária, as necessidades energéticas das operações de mineração. A diversificação para ativos de energia reforça a integração vertical do negócio, garantindo maior previsibilidade de suprimento e contribuindo para a competitividade de custos na produção de minério de ferro. Com esse conjunto de ativos – minas de alto teor, plantas de beneficiamento, infraestrutura ferroviária associada, terminal portuário dedicado e geração própria de energia – a CSN Mineração consolida um modelo integrado de produção e exportação de minério de ferro, refletido no desempenho econômico-financeiro apresentado ao mercado por meio das ações CMIN3 negociadas na B3.
Perguntas frequentes sobre CMIN3
Qual a cotação de CMIN3 hoje?
A cotação de CMIN3 em 06/08/2026 é de R$ 5,75. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.
CMIN3 paga dividendos?
Nos últimos 12 meses, CMIN3 pagou dividendos e/ou JCP no meses de janeiro, abril, novembro, totalizando R$ 0,39 por ação (Dividend Yield de 6,71%). Os pagamentos dependem dos resultados e das decisões do conselho de administração.
Como comprar ações de CMIN3?
Para comprar ações de CMIN3 (CSN Mineração), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código CMIN3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.
Como analisar as ações de CMIN3?
Para analisar CMIN3, considere indicadores como P/L de 14,01, Dividend Yield de 6,71%, ROE de 31,49%, margem líquida de 12,51%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.
