Em apresentação divulgada nesta sexta-feira, 2 de outubro de 2026, a Hidrovias do Brasil (HBSA3) informou que o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorrente pro-forma projetado para 2026 é de R$ 504 milhões, considerando apenas operações continuadas. A companhia também reportou fluxo de caixa operacional pro-forma de R$ 377 milhões no primeiro semestre de 2026.

Continua após o anúncio

Os dados históricos mostram EBITDA ajustado recorrente pro-forma de R$ 627 milhões em 2022, R$ 665 milhões em 2023, R$ 468 milhões em 2024 e R$ 1,037 bilhão em 2025. Já o fluxo de caixa operacional pro-forma foi de R$ 418 milhões em 2022, R$ 375 milhões em 2023, R$ 122 milhões em 2024 e R$ 1,055 bilhão em 2025.

Na frente financeira, a Hidrovias do Brasil registrou redução da alavancagem, que passou de 7,0 vezes no quarto trimestre de 2024 para 4,0 vezes no segundo trimestre de 2025, 2,3 vezes no quarto trimestre de 2025 e 2,4 vezes no segundo trimestre de 2026. A empresa atribui esse movimento a aumento de capital, menor custo de endividamento com o risco Ultra, geração de caixa, redução de mais de 50% no prazo médio de recebimento em relação ao quarto trimestre de 2024 e aproveitamento de créditos fiscais.

No segmento Brasil, o volume transportado no Norte somou 3,745 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, ante 4,158 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2024 e 4,071 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025, com queda de 12% em relação ao mesmo período de 2025 e alta de 22% nas cargas de RodoTUP. No Paraguai, o volume consolidado atingiu 2,639 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, frente a 1,713 milhão no primeiro semestre de 2024 e 2,501 milhões no primeiro semestre de 2025; a margem bruta passou de 25% no primeiro semestre de 2024 para 48% no primeiro semestre de 2025 e 41% no primeiro semestre de 2026.

A companhia destacou ainda a revisão do projeto de expansão do TUP no arco Norte, com redução superior a 50% no CAPEX em relação ao projeto original, implantação faseada e conclusão prevista até o início de 2027, bem como a venda da Navegação Costeira e a concentração em operações consideradas mais estratégicas em terminais no Norte, Santos e Paraguai.

Publicidade
Tags:
Hidrovias do BrasilHBSA3