Na semana entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, a Petrobras (PETR4) abriu a agenda corporativa com o início antecipado da produção em Búzios 8 e divulgou produção recorde de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia no 1T26, além de anunciar aquisição no campo de Argonauta por R$ 700 milhões e US$ 150 milhões. No mesmo período, a Vale (VALE3) publicou lucro de US$ 1,9 bilhão no 1T26, enquanto Minerva (BEEF3) concluiu e registrou oferta de debêntures que somam R$ 1,5 bilhão. No setor financeiro, o Santander Brasil (SANB11) reportou lucro de R$ 3,8 bilhões no 1T26 e o Bradesco (BBDC4) avançou na reestruturação da Bradsaúde e elevou sua participação na Odontoprev (ODPV3).

A temporada de resultados trouxe números de empresas de diferentes setores: WEG (WEGE3) teve lucro de R$ 1,5 bilhão no 1T26, Suzano (SUZB3) divulgou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 4,6 bilhões, Multiplan (MULT3) registrou lucro de R$ 316,1 milhões e Neoenergia (NEOE3) apresentou lucro de R$ 1,3 bilhão no trimestre. Outros balanços incluíram Irani (RANI3), com lucro de R$ 19,4 milhões, Iochpe-Maxion (MYPK3) com lucro de R$ 3,9 milhões, Hypera (HYPE3) com lucro de R$ 346,8 milhões, Assaí (ASAI3) com lucro de R$ 367 milhões, JSL (JSLG3) com receita bruta de R$ 2,8 bilhões e resultados das controladoras e controladas da Gerdau (GGBR3, GGBR4, GOAU4), ambas com lucro de R$ 1 bilhão no 1T26. No campo oposto, Infracommerce (IFCM3) e Biomm (BIOM3) relataram prejuízos de R$ 341,9 milhões e R$ 6,7 milhões em 2025, respectivamente.

Dividendos, juros sobre capital próprio (JCP, forma de remuneração que é contabilizada como despesa financeira) e recompras também estiveram em pauta. Neoenergia (NEOE3) aprovou JCP de R$ 700 milhões e anunciou operação de R$ 2,4 bilhões em transmissão, enquanto Cemig (CMIG4) aprovou dividendos de R$ 0,24 por ação e repactuação de R$ 14,2 milhões em UBP. Taesa (TAEE11) aprovou R$ 0,30 por ação em dividendos de 2025 e registrou aumento e nova Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 23 milhões em dois ativos, e empresas como Embraer (EMBR3), Minerva (BEEF3), Melnick (MELK3), Vitru Educação (VTRU3), CBA (CBAV3), Desktop (DESK3), Metal Leve (LEVE3), Taurus (TASA3, TASA4), CPFL Energia (CPFE3), Banrisul (BRSR3), Rumo (RAIL3), Banco BMG (BMGB4), Cruzeiro do Sul (CSED3), Wiz Co (WIZC3) e Cogna (COGN3) também aprovaram proventos em diferentes valores. No campo de recompras e estrutura de capital, Motiva (MOTV3) aprovou recompra de até 3,6 milhões de ações, Gerdau (GGBR3, GGBR4) autorizou cancelamento de 7,6 milhões de ações e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) aprovou recompra de até 10 milhões de ações.

A semana ainda foi marcada por movimentos societários, mudanças de governança e ratings, além de novas emissões. Bradesco (BBDC4) atingiu 91% da Bradsaúde e concluiu a incorporação das ações da BGS via controlada, enquanto Odontoprev (ODPV3) também concluiu a incorporação da mesma empresa e anunciou mudanças em conselho e diretoria. Sabesp (SBSP3) aprovou desdobramento de ações na razão de 1 para 5, a B3 (B3SA3) vendeu 37,5% da Dimensa para a TOTVS e investidores como Alaska, LAPB, Wellington Management, JP Morgan, Morgan Stanley, FIA Cartago e BRB ajustaram posições em Assaí (ASAI3), Biomm (BIOM3), Sabesp (SBSP3) e Recrusul (RCSL4). No crédito, São Martinho (SMTO3) anunciou emissão de R$ 1,1 bilhão em debêntures, Klabin (KLBN11) captou R$ 1,8 bilhão em CPR-Fs, OranjeBTC (OBTC3) aprovou debêntures de até R$ 210 milhões lastreadas em bitcoin e Ambipar (AMBP3) comunicou atraso no pagamento de juros de debêntures. Em paralelo, empresas como Espaçolaser (ESPA3), MRV (MRVE3) e Neoenergia (NEOE3) divulgaram decisões sobre rating, investimentos e reajustes tarifários, enquanto JHSF (JHSF3), Armac (ARML3), Brava Energia (BRAV3) e Automob (AMOB3) trataram de aquisições e venda de ativos.

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