Na quinta-feira, 30 de abril de 2026, a Infracommerce (IFCM3) divulgou que registrou prejuízo de R$ 341,9 mi no ano de 2025, ante prejuízo de R$ 1,75 bi em 2024. A receita operacional líquida somou R$ 710,0 mi em 2025, redução de 30,9% em relação ao ano anterior, movimento atribuído à perda de clientes estratégicos e à saída de contratos considerados onerosos.
O lucro bruto foi de R$ 166,0 mi em 2025, com margem bruta de 23,4%, frente a R$ 303,3 mi e margem de 29,5% em 2024. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado ficou negativo em R$ 31,3 mi, contra resultado negativo de R$ 1,46 bi em 2024, enquanto o indicador EBITDA menos Capex mais despesa de antecipação de recebíveis menos aluguéis encerrou 2025 negativo em R$ 2,3 mi, melhora frente aos R$ 208,2 mi negativos do ano anterior.
No balanço, o patrimônio líquido atingiu R$ 195,1 mi em 31 de dezembro de 2025, revertendo o patrimônio líquido a descoberto de R$ 100,7 mi apurado em 31 de dezembro de 2024, principalmente pela capitalização de debêntures (títulos de dívida emitidos pela empresa) mandatoriamente conversíveis e de demais instrumentos conversíveis, no montante de R$ 675,3 mi. O capital circulante líquido passou de saldo negativo de R$ 526,1 mi no fim de 2024 para saldo positivo de R$ 229,9 mi ao fim de 2025.
A posição de caixa e equivalentes de caixa somada às aplicações financeiras totalizou R$ 122,7 mi ao fim de 2025. A dívida líquida consolidada foi de R$ 311,8 mi, queda de 51,3% em relação aos R$ 640,9 mi do ano anterior; ao considerar parcelas de M&A, a dívida líquida ajustada ficou em R$ 312,3 mi. Desse total, R$ 323,5 mi referem-se a instrumentos financeiros classificados como passivos que serão liquidados por meio de aumentos de capital, o que leva o endividamento financeiro líquido ajustado, excluindo esses instrumentos, a R$ 11,7 mi positivos.
Ao longo de 2025, a companhia informou ter executado um plano de reestruturação com redução de custos e despesas operacionais, otimização de centros de distribuição, automação de processos e revisão da base de clientes e contratos. O grupo encerrou o quarto trimestre de 2025 com GMV de R$ 11,41 bi no acumulado do ano, receita operacional líquida de R$ 196,1 mi no trimestre e quadro de 1.881 colaboradores em nove países da América Latina.





