A Vale (VALE3) registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 1,893 bi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), aumento de 36% em relação ao 1T25, quando o resultado foi de US$ 1,394 bi. A receita líquida de vendas somou US$ 9,258 bi no trimestre, alta de 14% na comparação anual, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) proforma foi de US$ 3,895 bi, avanço de 21% na mesma base.
Segundo a companhia, o desempenho do EBITDA proforma refletiu principalmente maiores preços de referência e melhor realização de preços em todos os segmentos, além de aumento dos volumes de vendas de minério de ferro, cobre e níquel. Esses efeitos foram parcialmente compensados pela apreciação do real frente ao dólar e por maiores custos e despesas operacionais, incluindo custo caixa C1 do minério de ferro e custos associados a restrições operacionais.
No 1T26, o segmento de Soluções de Minério de Ferro gerou EBITDA proforma de US$ 2,906 bi, 1% acima do 1T25, com vendas de finos de minério de ferro de 59,4 milhões de toneladas e preço realizado médio de US$ 95,8 por tonelada. Já a área de Vale Metais Básicos teve EBITDA ajustado de US$ 1,197 bi, alta de 116% na comparação anual, impulsionada pelo cobre, cujo preço realizado médio foi de US$ 13.143 por tonelada, e pelo níquel, com preço médio de US$ 17.015 por tonelada.
O fluxo de caixa livre recorrente da Vale foi de US$ 813 mi no trimestre, 61% superior ao 1T25, apoiado pelo maior EBITDA proforma e por menores pagamentos de imposto de renda. A companhia informou ainda que a dívida líquida alcançou US$ 13,558 bi em 31 de março de 2026, ante US$ 12,198 bi um ano antes, enquanto a dívida líquida expandida somou US$ 17,792 bi, queda de 2% na comparação anual.
Os investimentos em imobilizado e intangível totalizaram US$ 1,089 bi no 1T26, redução de 7% em relação ao mesmo período de 2025. Desse montante, US$ 182 mi foram destinados a projetos de crescimento, principalmente em Soluções de Minério de Ferro e em cobre e níquel, e US$ 907 mi a projetos de manutenção, incluindo operações de pelotização, logística ferroviária e iniciativas em metais básicos.








