A Tegma Gestão Logística (TGMA3) registrou no segundo trimestre de 2026 (2T26) receita líquida de R$ 740 milhões, alta de 37% em relação ao 2T25, impulsionada pelo aumento do volume de veículos transportados e da distância média. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado¹ somou R$ 139 milhões no trimestre, com margem EBITDA ajustada de 18,7%.

O lucro líquido consolidado no 2T26 foi de R$ 83 milhões, crescimento de 24% frente aos R$ 67 milhões do 2T25, apesar de queda de 1,2 ponto percentual na margem líquida, para 11,2%, efeito de indenização, redução da equivalência patrimonial e aumento do resultado financeiro negativo. No acumulado do primeiro semestre de 2026, a receita líquida chegou a R$ 1,261 bilhão, um avanço de 28% sobre o mesmo período de 2025, enquanto o EBITDA ajustado somou R$ 213 milhões, com margem de 16,9%.

Na divisão de Logística Automotiva, a receita líquida atingiu R$ 693 milhões no 2T26, alta de 40% em comparação ao 2T25, apoiada no maior número de veículos transportados e no aumento da distância média. O EBITDA ajustado¹ dessa divisão foi de R$ 132 milhões no trimestre, crescimento de 47% em relação ao ano anterior, com expansão da margem EBITDA ajustada para 19,0%, favorecida pela combinação de maior receita e redução de despesas excluindo a indenização não recorrente da antiga controlada Direct Express.

Na Logística Integrada, a receita líquida alcançou R$ 47 milhões no 2T26, avanço de 6% sobre o 2T25, sustentado principalmente pelo novo serviço de logística de contêiner iniciado no período. O EBITDA da divisão foi de R$ 7 milhões, queda em relação aos R$ 8 milhões de um ano antes, com margem EBITDA de 14,7%, pressionada por repasses de aumento do diesel aos clientes em patamar inferior ao reajuste dos fornecedores e pela mudança na forma de apuração do crédito de ICMS.

No trimestre, o Conselho de Administração aprovou o pagamento de R$ 1,14 por ação em dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio), com distribuição equivalente a 62% de payout e rendimento de dividendos de 3,8%, além de autorizar investimento de R$ 30 milhões na operação de logística de veículos em pátios na Bahia, para atender demanda elevada de um cliente do setor automotivo, e na criação de um novo polo de produção no Ceará. A companhia também informou que o ciclo de caixa permaneceu dentro da faixa normal dos últimos 12 meses, que o CAPEX foi de R$ 15 milhões no 2T26, e que o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 1 milhão em função do consumo de capital de giro associado ao crescimento da receita.

Em junho de 2026, a Tegma apresentava dívida bruta de R$ 141 milhões e caixa de R$ 197 milhões, resultando em posição de caixa líquido de R$ 56 milhões e estrutura de capital desalavancada, com dívida líquida sobre EBITDA dos últimos 12 meses não aplicável. A agência Fitch Ratings atribuía à companhia, em 30 de março de 2026, rating local “A” com perspectiva estável. Segundo a empresa, o retorno sobre o capital investido (ROIC) e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) se recuperaram no 2T26 após três trimestres de queda, acompanhando a melhora dos resultados da logística de veículos, e a distribuição de dividendos no ano, de R$ 75 milhões, permaneceu acima da política indicativa de pagamento mínimo de 50% do lucro líquido ajustado.

¹O EBITDA ajustado no 2T26 considera indenização relacionada à antiga controlada Direct Express, no valor de R$ 7,2 milhões, que impactou as outras despesas e receitas da divisão automotiva.

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