A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,0 bi no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,6% em relação ao 1T25 e de 51,2% frente ao 4T25. No mesmo período, a receita líquida somou R$ 16,7 bi e o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 3,0 bi, com margem EBITDA ajustada de 17,7%.
Na comparação com o 4T25, a receita recuou 1,5%, influenciada por menor volume de vendas no Brasil, enquanto o custo das vendas caiu 4,7%, resultando em lucro bruto de R$ 2,3 bi, 24,1% acima do trimestre anterior. As vendas consolidadas de aço ficaram em 2,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% sobre 4T25 e 1,7% sobre 1T25.
Por segmento, a América do Norte respondeu por 75% do EBITDA ajustado consolidado, com R$ 2,25 bi e margem de 24,1%, avanço de 22,9% ante o 4T25. No Brasil, o EBITDA ajustado foi de R$ 578 mi, 13,3% superior ao trimestre anterior, em cenário de maior concorrência com importados, enquanto a América do Sul registrou EBITDA ajustado de R$ 186 mi, 6,6% acima do 4T25.
A companhia encerrou o 1T26 com dívida bruta de R$ 13,8 bi e caixa de R$ 5,6 bi, resultando em dívida líquida de R$ 8,2 bi. O indicador dívida líquida sobre EBITDA ajustado dos últimos 12 meses ficou em 0,74 vez, levemente abaixo dos 0,76 vez do 4T25.
O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 16 mi no 1T26, ante saída de R$ 1,25 bi no 1T25, apoiado por menor desembolso de CAPEX de R$ 1,1 bi e maior EBITDA ajustado. Com base nos resultados do trimestre, a Gerdau aprovou dividendos de R$ 0,18 por ação, totalizando R$ 354,1 mi, e deu sequência ao programa de recompra de ações de 2026, com aquisições equivalentes a 21% do volume autorizado.








